A Comissão Eleitoral Central de Israel concluiu a auditoria em 9.069 seções eleitorais, realizada após denúncias de fraude. Segundo o órgão, não foram encontradas evidências capazes de comprometer a integridade dos resultados. A aprovação dos números finais ocorreu por 15 votos favoráveis, dois contrários e 14 abstenções. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, representante da ultradireita israelense e conhecido por declarações extremistas contra os palestinos, rejeitou os resultados e pediu a prisão de dirigentes dos partidos árabe-israelenses.
Comissão eleitoral de Israel aprova resultado
Gadi Eisenkot promete minar Netanyahu
O líder oposicionista Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior e candidato que promete encerrar o longo e controverso ciclo político de Binyamin Netanyahu, acusou o primeiro-ministro de tentar "minar a democracia israelense" e estimular hostilidades contra representantes eleitos. Netanyahu é o primeiro-ministro que permaneceu por mais tempo no poder em Israel, governando o país, de forma intermitente, durante quase duas décadas.
Formação do novo governo deve ser em breve
Enquanto isso, o presidente israelense, Isaac Herzog, iniciou consultas para a formação do novo governo. Em pronunciamento, defendeu a construção de consensos diante da ausência de uma maioria eleitoral clara e condenou o que classificou como manifestações racistas contra os partidos árabes, que conquistaram representação histórica no Parlamento. A expectativa é que a primeira oportunidade seja concedida a Netanyahu ou a Eisenkot.
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