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Derrota de Trump anima Sánchez por nova vitória na Espanha

Derrota de Trump anima Sánchez por nova vitória na Espanha
Pedro Sánchez enfrenta forte rejeição na Espanha Crédito: Finnish Government

"Isso aconteceu no Brasil, acaba de se repetir nos Estados Unidos e poderá ocorrer em breve na Espanha." Poucos líderes europeus comemoraram de forma tão explícita a derrota eleitoral de Donald Trump quanto o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez. Na maior parte do continente, prevaleceu a cautela, diante do fato de que o presidente americano continua à frente das decisões de política externa dos Estados Unidos.

Sánchez representa uma exceção. Além de ser uma das vozes mais críticas da Europa às iniciativas de Trump nas áreas comercial, ambiental e migratória, o socialista enfrenta um cenário eleitoral desfavorável em seu próprio país. Pesquisas de intenção de voto indicam que as eleições parlamentares previstas para 29 de novembro poderão encerrar seus mais de oito anos à frente do governo espanhol.

O contexto ajuda a explicar o tom contundente adotado pelo premiê em uma publicação na rede social X. Ao comentar o resultado americano, Sánchez afirmou que os eleitores dos Estados Unidos rejeitaram políticas que, segundo ele, promovem o empobrecimento, o ódio, o machismo, o negacionismo climático e os privilégios das elites.


Mulheres batem recorde

A eleição legislativa nos EUA estabeleceu recorde de mulheres eleitas para governos estaduais. Até agora, 17 governadoras, equivalentes a 34% do total, assumirão em janeiro de 2027. O número pode crescer, pois as disputas no Alasca e no Kansas seguem abertas. Atualmente, o país tem 14 mulheres à frente de governos estaduais, ou 28% das cadeiras.

Democratas são maioria

Das 17 mulheres eleitas, 14 são democratas e três, republicanas. Elas estarão à frente de Virgínia, Nova Jersey, Texas, Rhode Island, Oregon, Ohio, Nova York, Novo México, Minnesota, Michigan, Maine, Massachusetts, Geórgia, Arizona, Tennessee, New Hampshire e Arkansas. As disputas no Alasca e no Kansas podem mudar o resultado.

Mais eleitas na Câmara

A presença feminina na Câmara dos Representantes alcançou recorde, com 128 eleitas, uma a mais que em 2024. Desse total, 111 são democratas e 17 republicanas. Nas duas Casas do Congresso, foram eleitas até agora 151 mulheres, ou 28,2% dos parlamentares, abaixo das 152 atuais. A apuração ainda pode alterar os números finais. A marca anterior era 127.

Avanço supera o Brasil

A participação feminina nos governos estaduais dos Estados Unidos, que chegará a pelo menos 34%, supera a registrada no Brasil. Na eleição deste ano, apenas três mulheres foram eleitas entre os 27 governadores, o equivalente a 11%. O resultado americano representa avanço histórico, embora as mulheres ainda estejam longe da maioria nos Executivos estaduais.

Três pioneiras nos EUA

A eleição teve conquistas raciais. Keisha Bottoms será a primeira mulher negra a governar a Geórgia; Debra Haaland, a primeira indígena a comandar o Novo México; e Gina Hinojosa, a primeira latina à frente do Texas. Ohio, Tennessee, Minnesota e Texas terão mulheres governadoras pela primeira vez. Cinco homens negros foram eleitos governadores.

Minorias ganham espaço

A nova composição do Congresso americano também registra avanços entre minorias. Foram eleitas 31 parlamentares negras, o mesmo número de 2024. Já as mulheres latinas somam 25, acima das 21 atuais, enquanto as indígenas chegam a três, superando o recorde anterior de duas, registrado em 2019. Os números ainda podem mudar com o fim da apuração.