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Drone mata 14 em estação de trem na Ucrânia; Kiev responde

Ucrânia respondeu com maior ataque à Rússia desde o início da guerra

Drone mata 14 em estação de trem na Ucrânia; Kiev responde
Kremlin se queixa de bombardeio durante a cúpula de países africanos Crédito: Wikimedia Commons

Um drone russo matou ao menos 14 pessoas nesta quinta-feira (29) numa plataforma de trem em Dnipro, no centro da Ucrânia. Na via inversa, Kiev promoveu na madrugada o maior ataque com aviões-robôs contra o país de Vladimir Putin, que invadiu o vizinho em 2022.

A escalada da violência precede, como já ocorreu em outras ocasiões, a retomada de negociações entre os rivais, o que deve ocorrer sob mediação dos Estados Unidos no final da próxima semana. O objetivo comum é mostrar uma posição de força. A estação foi atingida por um drone a jato, novidade introduzida de forma mais ampla neste ano na guerra pelos russos, bem mais difícil de interceptar do que modelos a hélice. Os russos também foram acusados pela Bulgária de afundar um navio grego com grãos ucranianos perto de sua costa, no mar Negro. Além das vítimas na estação em Dnipro, duas adolescentes foram mortas em uma rua em Chernihiv, no norte da Ucrânia, e três pessoas morreram em ataques a prédios em Kremenchuk.

O ataque a Dnipro ocorreu após uma noite em que as defesas antiaéreas russas derrubaram 1.214 drones, ultrapassando o recorde de 1.100 registrado em setembro. Moscou não divulga quantos não foram abatidos na operação, que deixou danos materiais em várias regiões e matou uma pessoa em Belgorodo (sul).

Mais da metade dos aparelhos foi lançada contra a capital russa, que recebe nesta semana 22 chefes de Estado ou de governo na terceira cúpula de Putin com líderes da África. Para o porta-voz Dmitri Peskov, "é muito estranho" tal ataque neste momento.

O encontro Rússia-África ocorreu pela primeira vez em 2019, e foi considerado um sucesso em um momento em que crescia a interação entre governos do continente e Moscou. Os negócios do grupo mercenário Wagner, então apoiado por Putin, se multiplicaram na região.

Agora, o cenário é diverso. Buscando cumprir a promessa de acabar com a guerra, Trump voltou a ficar ao lado de Putin e pressionar Volodimir Zelenski. Fez um acordo para comprar diesel russo na esperança de baixar os preços nos EUA a tempo de influenciar positivamente o desempenho dos republicanos na eleição legislativa de terça (3).

Seja como for, a suspensão de sanções energéticas estimulou os africanos a buscar mais acordos no campo, além das usuais compras militares.