O presidente francês, Emmanuel Macron, alertou em seu discurso nas Nações Unidas para o que chamou de um "retorno à lei da selva" no mundo e cobrou que os demais líderes apoiem a ONU: "A questão que se coloca para nós, de maneira muito simples, é saber se queremos viver nesse estado, com uma espécie de retorno da lei da selva, ou em uma sociedade internacional civilizada. Nosso dever, mais do que nunca, é permanecer firmes ao lado das Nações Unidas para decidir, precisamente em conjunto, sobre o interesse comum", disse.
Macron afirmou que a França apoia reformas para tornar o Conselho de Segurança da ONU mais eficaz, incluindo a abertura de vagas para novos membros e regiões, especialmente a África. Ele destacou a iniciativa com o México para regulamentar o uso do veto em casos de atrocidades em massa, que já conta com apoio de 128 Estados.
O político também defendeu uma iniciativa dupla para frear ataques contra instalações energéticas e infraestrutura civil na Ucrânia e na Rússia e pediu uma proteção no mar Negro que permita a liberação de navios com cereais. O presidente francês afirmou que o direito internacional está sendo desmantelado em meio a conflitos no mundo. Ele mencionou o Oriente Médio, a Ucrânia e a África, citando destruição de infraestruturas civis e violações de direitos humanos.
O presidente francês mencionou o apoio de seu país, junto à Jordânia e ao Tribunal Penal Internacional, a uma iniciativa internacional de defesa do direito humanitário já endossada por mais de 116 países. Como já era esperado, esssa Assembleia-Geral da ONU está sendo marcada pela influências das guerras no contexto geral do mundo.
Macron também defendeu o mecanismo internacional de coleta de provas para fins de justiça e reafirmou apoio à Corte Internacional de Justiça: "Os crimes de guerra foram industrializados. Vimos a destruição de infraestruturas civis. Violações dos direitos humanos. É uma nova era de atos bárbaros", disse.
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