Desmatamento no Brasil põe EUA em desvantagem, diz secretária de Trump
Secretária da Agricultura de Trump, Brooke Rollins defendeu tarifa de 25% e acusou o Brasil de "práticas comerciais desleais e desmatamento"
A secretária da Agricultura do governo Trump nos Estados Unidos, Brooke Rollins, defendeu nesta sexta-feira (17) a aplicação da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros importados pelo país. Para a secretária de Trump, há anos o Brasil “coloca os agricultores e produtores americanos em desvantagem por meio de práticas comerciais desleais e desmatamento ilegal”.
“A tarifa desleal de 18% imposta pelo Brasil ao etanol americano reduziu as exportações de etanol dos EUA para o país em mais de 87% desde 2018. Esses dias estão chegando ao fim", disse Rollins.
"O etanol americano vive seu melhor ano até hoje e, sob a gestão do presidente Trump, estamos lutando para abrir mercados, garantir condições de concorrência justas e colocar os agricultores e produtores americanos em primeiro lugar”, afirmou a secretária.
Em suas redes sociais, Brooke Rollins agradeceu a Trump e ao chefe do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) por “agirem para responsabilizar o Brasil e lutar pelos agricultores americanos”.
Nesta sexta-feira, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou que 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos serão atingidas pela tarifa de 25%.
A lista de produtos isentos da cobrança adicional, de acordo com a entidade, reduziu o impacto no segmento. As exceções, como afirmou a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, seriam resultado da interlocução do setor junto ao governo norte-americano.
Em nota divulgada na quinta-feira (16), o presidente Lula criticou a aplicação da tarifa, apontando o superávit de US$ 424,5 bilhões dos EUA no comércio com o Brasil nos últimos 15 anos e afirmando que “76% das importações originárias dos EUA entraram no país sem pagar imposto de importação” em 2025.