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Eleito, Espriella acusa Petro de golpe de Estado na Colômbia

Eleito, Espriella acusa Petro de golpe de Estado na Colômbia
Presidente eleito da Colômbia suspende transição de poder Crédito: Abelardo de la Espriella

Horas após suspender a transição de poder, nesta terça-feira (7), o presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, acusou Gustavo Petro de tentar dar um golpe de Estado após seu apadrinhado, Iván Cepeda, perder o segundo turno das eleições do final de junho.

"Petro e Cepeda iniciaram seu plano B para permanecer no poder, e pretendem fazê-lo por meio de um golpe. A situação se intensificou nas últimas horas. Petro, assumindo a autoridade que pertence ao órgão eleitoral, recusou-se a reconhecer minha eleição, minhas credenciais como presidente eleito e, com base em retórica vazia e fantasias, declarou que não reconhece minha vitória e a atribui arbitrariamente a Cepeda", afirmou o futuro líder. O ultradireitista se refere a declarações feitas pelo presidente na véspera.

 

Espriella apelou para as Forças Armadas

Espriella apelou para as Forças Armadas
Gustavo Petro não reconhece resultado de eleições Crédito: Samantha Power/ USAID

"O presidente da Colômbia não reconhece a legitimidade do novo governo. Abelardo não venceu as eleições", afirmou Petro ao final de uma longa publicação em seu perfil no X, na qual convocou manifestações de apoiadores. "O presidente da Colômbia aceita, de acordo com a decisão do povo colombiano, o filósofo Iván Cepeda".

Espriella pediu ainda vigilância da comunidade internacional e solicitou que as Forças Armadas "cumpram seu juramento".

Advogado pediu resistência popular

"Protejam a Constituição e a democracia e não obedeçam a nenhuma ordem de Petro em contrário", afirmou Espriella.

"Ao povo colombiano, resistência. Não podemos permitir que roubem o que conquistamos em uma batalha democrática épica nas urnas em 21 de junho. Resistamos, pois o dia 7 de agosto está próximo", continuou o advogado, em referência à data da posse. "Deus, o voto e a democracia falaram. Defenderemos a Constituição e o Estado de Direito, como é nosso dever."

Suspensão da transição causou polêmica

O ultradireitista já havia anunciado a suspensão da transferência de poder. "Não podemos sentar à mesa com um bando de golpistas e indivíduos corruptos", afirmou, ao justificar a medida. "Não é possível fazer uma transição com um governo que não reconhece a vitória do governo entrante". Petro afirmou que Espriella "não suporta o fato de que toda a população percebe sua falta de preparo".

Por Daniella Arcanjo (Folhapress)

Protestos em Cuba

Protestos eclodiram em Havana na noite desta terça-feira (7). Em atos dispersos, moradores bateram panelas, buzinaram e gritaram "acendam as luzes" enquanto milhões de cubanos permaneciam sem energia elétrica em meio a um bloqueio de combustível imposto pelos Estados Unidos que já dura seis meses.

Falta combustível

Cuba sofreu um apagão nacional na última segunda-feira (6) — o terceiro neste ano — mas, embora as autoridades tenham afirmado que a maior parte do país havia sido reconectada à rede elétrica da ilha até o final de terça-feira, muitos continuavam no escuro porque a ilha não tem combustível suficiente para todos por culpa dos EUA.

Fornecimento cortado

A operadora da rede elétrica do país, UNE, disse que havia reconectado a rede de Pinar del Río, no extremo oeste de Cuba, até Holguín, no leste. Santiago de Cuba, a segunda maior cidade da ilha, permanecia desconectada e sem energia, informaram as autoridades. Os EUA cortaram o fornecimento de combustível de Cuba em janeiro de 2026

Interferência dos EUA

Não bastasse isso, os EUA depois impuseram novas sanções que provocaram um êxodo de empresas estrangeiras e um colapso quase total do turismo, numa tentativa de forçar o governo da ilha a sentar à mesa de negociações. Os EUA buscam derrubar o governo de Cuba e têm exigido eleições "democráticas" e a libertação de prisioneiros políticos.

Violação internacional

Cuba e as Nações Unidas afirmam que as sanções do presidente americano, Donald Trump, são uma violação do direito internacional e dos direitos humanos dos habitantes da ilha. Centenas de moradores exaustos nos bairros periféricos de Havana, Jaimanitas e Santa Fe, foram às ruas, enquanto outros se sentavam nas calçadas durante a noite quente.

Falta de perspectiva

Para quem não protestos, restou jogar dominó ou conversar com vizinhos enquanto esperavam o restabelecimento da energia. Muitos, já acostumados a apagões de 30 horas ou mais, haviam se resignado em grande parte a mais uma noite espantando mosquitos e dormindo pouco, sem previsão da volta à normalidade da vida com energia.