Papa visita prisão na Espanha e pede redenção aos detentos
11 de junho de 202600:03Redação
Papa Leão 14 compareceu à inauguração da torreCrédito: Divulgação/ Real Madrid
O papa Leão 14, que tem defendido com veemência os direitos dos prisioneiros, visitou uma das maiores prisões da Espanha nesta quarta-feira (10) e pediu aos detentos que se redimam de seus crimes e se comprometam a viver vidas melhores. Falando aos presos em uma penitenciária nos arredores de Barcelona, na primeira visita de um papa a uma prisão espanhola, Leão disse que o passado de uma pessoa "não condena o futuro, mas oferece a possibilidade de mudar nossas decisões e escolhas".
Leão, o primeiro papa norte-americano, está em viagem de uma semana pela Espanha, na qual alertou que conflitos crescentes empurraram o mundo para uma crise profunda e pediu melhor tratamento aos imigrantes.
Inauguração da Sagrada Família
O ponto alto da visita a Barcelona, a segunda de três paradas da viagem, aconteceu também na quarta-feira, quando ele compareceu à cerimônia de inauguração da mais nova torre da Sagrada Família, a basílica modernista projetada por Antoni Gaudí que se tornou a igreja mais alta do mundo. A penitenciária Brians 1, construída em 1991 a cerca de 40 km de Barcelona, atualmente abriga cerca de 1.000 detentos.
Detentos se emocionaram com visita
Em visita à Espanha, Papa foi recebido pelo Real MadridCrédito: Divulgação/ Real Madrid
"É uma oportunidade única na vida. Não consegui pregar o olho", disse Montse Benavente, uma detenta que deu um testemunho diante do papa sobre como lutou com sua fé e o mal que causou à sua família com suas ações.
Leão visitou uma prisão pela última vez em abril, quando enfrentou uma forte tempestade na Guiné Equatorial durante uma viagem por quatro países africanos e ouviu os presos clamarem por liberdade. Seu antecessor, o papa Francisco, também defendia os direitos dos prisioneiros.
"Ninguém se lembra de nós"
Francisco visitou uma unidade prisional em Roma apenas quatro dias antes de sua morte, enquanto se recuperava de uma pneumonia dupla. Um dos prisioneiros da unidade de Barcelona disse ao El Mundo que estava muito grato pela visita de Leão. "Ninguém se lembra de nós", disse. "É muito fácil esquecer alguém que está na prisão". Leão também foi recebido pelo Real Madrid.
Ataques aéreos
Ataques aéreos do Paquistão ao Afeganistão deixaram ao menos 13 mortos na terça (9), entre eles 11 crianças, de acordo com o porta-voz do Talibã afegão, Zabihullah Mujahid. Os ataques às províncias de Kunar, Khost e Paktika atingiram residências e deixaram ao menos 14 feridos entre mulheres e crianças, segundo Mujahid.
Cessar‑fogo
A ofensiva militar paquistanesa retoma o conflito entre os dois países que já deixou centenas de mortos, e viola o cessar-fogo assinado em março deste ano com o intermédio da China. O governo paquistanês não emitiu nota oficial até o momento, mas segundo a agência de notícias Reuters, há um posicionamento.
Talibã nega
Oficiais de segurança afirmaram que Islamabad atacou esconderijos e outras instalações usados por militantes paquistaneses acusados de planejar ataques ao Paquistão e que estariam sendo abrigados por Cabul. O Talibã nega as alegações e afirma que a militância paquistanesa seria um problema doméstico do Paquistão.
Anti‑imigração
Centenas de manifestantes anti-imigração tomaram as ruas de Belfast, capital da Irlanda do Norte, com alguns ateando fogo em veículos, depois que a polícia indiciou um sudanês por um ataque com faca que deixou uma pessoa com ferimentos graves no pescoço e na cabeça. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, chamou o ataque de "repugnante".
Tensão aumenta
O ataque com faca em Belfast, que não está sendo tratado como terrorismo, ocorre em um momento de tensões intensificadas no Reino Unido após o assassinato de um estudante que foi algemado pela polícia enquanto agonizava por ferimentos de facada, depois de ser falsamente acusado de racismo.
Protestos
O incidente também segue uma série de protestos contra a imigração, com partidos populistas afirmando que a política de asilo do Reino Unido permitiu a entrada de homens perigosos no país. No ano passado, houve tumultos contra imigrantes na Irlanda do Norte em meio à indignação por uma suposta agressão sexual.
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