CORREIO NO MUNDO

Irã está "implorando" por um acordo, diz Donald Trump

Irã está "implorando" por um acordo, diz Donald Trump
Trump mantém ameaças em meio a negociações Crédito: Daniel Torok/ Casa Branca

O presidente Donald Trump disse nesta terça-feira (19) que o Irã estaria "implorando" por um acordo para pôr fim ao conflito e que os Estados Unidos podem precisar atacar o país novamente, em mais uma rodada de ameaças contra o país persa.

Na véspera, o republicano anunciou que havia suspenddido uma ofensiva contra o Teerã prevista para esta terça, a pedido de líderes de países do Golfo, depois que o país persa enviou uma nova proposta de paz a Washington. Mais cedo na terça, o Exército do Irã disse que "abrirá novas frentes" contra os EUA se o país retomar os ataques. A mais recente proposta de paz apresentada por Teerã envolveria o fim dos ataques em todas as frentes da guerra.

 

Washington pode suavizar exigências

O que incluiria o Líbano, com a retirada das forças dos Estados Unidos de áreas próximas ao Irã e reparações pelos danos causados pelo conflito.

Embora nenhum dos lados tenha divulgado publicamente quaisquer concessões nas negociações, que estão paralisadas há um mês, um funcionário de alto escalão iraniano sugeriu na segunda-feira que Washington pode estar suavizando algumas de suas exigências.

Trump acredita em acordo com Cuba

Trump acredita em acordo com Cuba
Miguel Díaz-Canel chamou sanção de "criminosa" Crédito: Casa Rosada

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump disse nesta terça-feira (19) que acredita que um acordo diplomático com o regime de Cuba pode ser alcançado e que pode ajudar a ilha, independentemente de haver ou não uma mudança de regime.

"Acho que sim", disse Trump a repórteres na Casa Branca, ao ser questionado se acreditava que um acordo diplomático com Cuba poderia ser alcançado. "Cuba está nos procurando. Eles precisam de ajuda. Mas Cuba é uma nação fracassada. Cuba precisa de ajuda, e nós faremos isso."

Díaz‑Canel condena novas sanções

A ilha enfrenta desde janeiro um bloqueio petroleiro imposto por Trump, que desencadeou uma crise energética, com apagões diários e suspensão de coleta de lixo e serviços básicos. O dirigente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que a nova leva de sanções dos EUA anunciada na segunda (18) contra ministros, membros da cúpula militar e os serviços de inteligência cubanos é "imoral, ilegal e criminosa".

Guia de guerra

Em meio às tensões, a Defesa Civil de Cuba divulgou nos últimos dias um guia com orientações de proteção para o caso de uma eventual intervenção militar americana. Publicado no perfil da Defesa Civil nas redes sociais, o guia afirma que os EUA "ameaçam atacar militarmente e destruir nossa sociedade".

Mandado de prisão

O ministro das Finanças de Israel, o extremista Bezalel Smotrich, afirmou nesta terça-feira (19) ter sido informado de que o procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, pediu um mandado de prisão contra ele. Segundo o político israelense, a medida representa uma "declaração de guerra".

Processo sigiloso

Smotrich disse ter recebido a informação na segunda (18), mas não revelou quem o avisou sobre o suposto pedido. O ministro também não detalhou quais seriam as acusações apresentadas pelo tribunal. O escritório do procurador do TPI se recusou a comentar o caso sob a justificativa de que o processo é sigiloso.

Encíclica

O papa Leão 14 divulgará na próxima segunda-feira (25) sua primeira encíclica, documento considerado uma das formas mais importantes de ensinamento da Igreja Católica. Segundo o Vaticano, o texto abordará os impactos da inteligência artificial e os desafios impostos pela tecnologia à proteção da dignidade humana.

Quebra de tradição

A encíclica, intitulada "Magnifica Humanitas" ("Humanidade Magnífica", em latim), deverá ser apresentada pelo próprio pontífice em um evento no Vaticano, o que significaria uma quebra de tradição, já que documentos desse tipo costumam ser divulgados por cardeais e porta-vozes da Santa Sé.

Condenar uso de IA

Pessoas próximas dizem que o documento deverá condenar o uso da IA em guerras e discutir como a tecnologia desafia direitos trabalhistas e transforma as relações de trabalho. Em comunicado divulgado na segunda (18), o Vaticano afirmou que a encíclica tratará da "proteção da pessoa humana na era da inteligência artificial".