Internacional

Xi e Trump conversarão nesta quinta, na China

Líderes debaterão temas urgentes, como Taiwan e guerra contra Irã

Xi e Trump conversarão nesta quinta, na China

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou nesta quarta-feira (13) à China, onde se reunirá com o líder chinês, Xi Jinping, para discutir assuntos considerados sensíveis, incluindo a guerra no Irã, tensões relacionadas à ilha de Taiwan e disputas comerciais e militares entre as duas potências.

O americano chegou a Pequim pouco antes das 20h locais (9h no horário de Brasília), segundo a imprensa estatal chinesa. Ao desembarcar, foi recepcionado por uma comitiva liderada pelo vice-líder chinês, Han Zheng, e jovens com bandeiras dos dois países. O encontro com Xi deverá ocorrer às 10h de quinta (14) no horário local (23h de quarta em Brasília).

Antes de deixar Washington, Trump minimizou a importância de Pequim para uma eventual solução do conflito com o país persa e afirmou que os EUA vencerão "de uma forma ou de outra, pacificamente ou não". "Não acho que precisamos de ajuda com o Irã", afirmou o líder republicano a jornalistas.

Mais de um mês após um frágil cessar-fogo entrar em vigor, americanos e iranianos continuam distantes de um acordo. Washington exige que Teerã abandone seu programa nuclear e reabra o estreito de Hormuz, enquanto o regime de Teerã cobra compensações pelos danos da guerra, o fim do bloqueio americano e a interrupção dos combates em todas as frentes, inclusive no Líbano, onde Israel combate o Hezbollah.

Trump, contudo, já classificou as exigências iranianas como "lixo".

O estreito de Hormuz, por onde passavam cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo, tornou-se o principal foco de tensão do conflito. Nesta quarta, um superpetroleiro chinês carregando cerca de 2 milhões de barris de petróleo iraquiano tentava atravessar o estreito, segundo dados de rastreamento marítimo. Caso consiga completar o trajeto, será o terceiro navio da China conhecido a cruzar a região desde o início dos ataques americanos e israelenses contra o Irã, em 28 de fevereiro.

No encontro, Trump deverá discutir o assunto com Xi na expectativa de que a China use sua influência sobre Teerã e a própria necessidade de abastecimento energético para pressionar o regime a reabrir Hormuz. Na véspera da chegada do republicano, o chanceler chinês, Wang Yi pediu ao Paquistão intensifique seus esforços de mediação entre Teerã e Washington, segundo a agência estatal Xinhua.

A viagem ocorre sob forte tensão em torno de Taiwan. A China voltou a condenar as vendas de armas americanas para a ilha. A porta-voz do Escritório de Assuntos de Taiwan da China, Zhang Han, afirmou que Pequim "se opõe firmemente" a qualquer cooperação militar entre Washington e Taipé.