O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, decidiu deixar a liderança do Partido Republicano no próximo mandato após a derrota da legenda nas eleições legislativas de meio de mandato, realizadas na terça-feira (3). A decisão foi comunicada à sua equipe na quarta-feira (4) e confirmada por seu porta-voz.
A saída ocorre depois de os democratas conquistarem o controle da Câmara e do Senado, encerrando a maioria republicana no Congresso durante o governo de Donald Trump. Johnson não disputará o posto de líder da minoria na próxima legislatura, mas permanecerá como deputado pela Louisiana, estado pelo qual foi reeleito.
Derrota abre disputa entre aliados de Trump
A decisão de Johnson abre uma disputa pelo comando da bancada republicana. Entre os nomes estão Steve Scalise, atual líder da maioria na Câmara, e Jim Jordan, presidente da Comissão de Justiça. Ambos tentaram assumir a presidência da Casa em 2023, antes da escolha de Johnson como candidato de consenso.
Johnson assumiu a presidência da Câmara em outubro de 2023, após a destituição de Kevin McCarthy, em meio a uma crise interna do Partido Republicano. Desde então, tornou-se um dos principais aliados de Trump no Legislativo e participou da articulação de medidas prioritárias do governo.
Apesar da derrota, Trump elogiou a atuação do parlamentar e afirmou que não pretende interferir na escolha de seu sucessor na liderança republicana. A votação interna está prevista para a próxima terça-feira (10).
Democratas assumirão controle da Câmara em janeiro
Com a nova composição do Congresso, os democratas preparam a indicação de Hakeem Jeffries, atual líder da minoria, para a presidência da Câmara. A eleição está prevista para 3 de janeiro de 2027, quando começa a nova legislatura.
A mudança altera a relação de forças em Washington e amplia a capacidade dos democratas de conduzir investigações, fiscalizar o Executivo e influenciar a tramitação de projetos. O resultado representa um revés para Trump, que vinha contando com o controle republicano das duas Casas para avançar sua agenda.
Johnson continuará na presidência da Câmara durante o restante da atual legislatura. Sua decisão encerra sua participação na liderança partidária, mas não seu mandato parlamentar.
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