Eleições 2026

Xi Jinping parabeniza Lula e defende ampliar parceria entre China e Brasil

Presidente chinês destacou o caráter estratégico da relação bilateral após a reeleição do petista; Donald Trump questionou o processo eleitoral brasileiro, mas afirmou ter boa relação com Lula

Xi Jinping parabeniza Lula e defende ampliar parceria entre China e Brasil
Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, Xi afirmou que a parceria bilateral ganhou importância estratégica Crédito: Ricardo Stuckert/Presidência da República

O presidente da China, Xi Jinping, parabenizou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta terça-feira (27) pela reeleição à Presidência da República e defendeu o aprofundamento das relações entre os dois países. Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, Xi afirmou que a parceria bilateral ganhou importância estratégica e pode avançar em novas áreas de cooperação.

A manifestação ocorreu após a confirmação da vitória de Lula no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). A China é o principal parceiro comercial do Brasil, e a relação entre os governos envolve temas econômicos, diplomáticos e de desenvolvimento internacional.

Na mensagem, Xi destacou a interlocução mantida com o presidente brasileiro nos últimos anos e afirmou que ambos trabalharam para fortalecer uma comunidade China-Brasil voltada a um futuro compartilhado.

O líder chinês também declarou que a relação bilateral se tornou um exemplo de cooperação entre países do Sul Global, grupo que reúne nações em desenvolvimento.

Xi afirmou ainda estar disposto a trabalhar com Lula para ampliar a parceria estratégica e promover benefícios para as populações dos dois países. O vice-presidente chinês, Han Zheng, também enviou uma mensagem de congratulações ao vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin (PSB), segundo a Xinhua.

Trump questiona eleição brasileira, mas diz gostar de Lula

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump comentou a eleição brasileira na segunda-feira (26) e questionou o processo eleitoral sem apresentar provas de irregularidades.

Ao ser perguntado sobre o resultado, Trump afirmou que a votação no Brasil “pareceu mais uma eleição fraudada” e disse que, em sua avaliação, o processo foi conduzido de maneira ruim.

Apesar das críticas, o presidente norte-americano declarou que gosta de Lula e afirmou que não governa o Brasil, mas os Estados Unidos. Trump também classificou como “muito estranha” a prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Lula venceu Flávio Bolsonaro (PL), aliado político de Trump, com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador. A diferença foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.

O resultado foi confirmado na noite de domingo pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques.

Celso Amorim rebate declarações de Trump

O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, criticou as declarações do presidente norte-americano. Em entrevista ao g1, ele afirmou que Trump estaria mal informado e classificou a manifestação como contraditória, diante da declaração de amizade feita pelo norte-americano em relação a Lula.

Amorim também mencionou a atuação da Meta, empresa responsável por plataformas como Facebook e Instagram, ao comentar acusações relacionadas à circulação de conteúdos durante a campanha eleitoral.

Enquanto isso, outros nomes da direita latino-americana reconheceram a vitória do presidente brasileiro e enviaram mensagens de congratulações, conforme o relato original. Entre eles estavam o colombiano Abelardo de la Espriella e a peruana Keiko Fujimori, ambos identificados no texto como aliados de Trump.

Na última atualização da reportagem de origem, o presidente argentino Javier Milei ainda não havia se pronunciado sobre o resultado.

Flávio Bolsonaro promete recorrer para tentar anular eleição

Derrotado no segundo turno, Flávio Bolsonaro afirmou em seu primeiro pronunciamento após a votação que não reconheceria o resultado e que recorreria à Justiça para pedir a anulação do pleito.

O senador questionou a decisão de Cristiano Zanin que prorrogou até as 19h o horário de votação em seções que ainda estavam abertas. A medida foi adotada após relatos de dificuldades enfrentadas por eleitores em diferentes regiões do país.

A campanha de Lula alegou que problemas no transporte público prejudicaram o deslocamento de eleitores em pelo menos nove estados. Já a equipe de Flávio também solicitou a extensão do horário, mas apontou dificuldades em cidades atingidas por chuvas intensas, alagamentos e mudanças nos locais de votação.

Ao determinar a prorrogação, Zanin considerou a gravidade das situações relatadas e a urgência do tema. Posteriormente, esclareceu que a medida se aplicava somente às seções cujas urnas ainda não haviam sido fechadas, sem reabrir locais onde a votação já tinha sido encerrada.

TSE afirma que extensão atingiu 35 mil eleitores

Apesar da ampliação do horário em determinadas seções, o Tribunal Superior Eleitoral informou, segundo os dados citados na reportagem de origem, que cerca de 35 mil pessoas votaram depois das 17h.

Lula terminou a disputa com 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 48,21%. A diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos consolidou a vitória do petista, embora o resultado tenha sido contestado pelo adversário.

A repercussão internacional reúne, assim, manifestações distintas: a China sinalizou interesse em aprofundar a parceria com o governo brasileiro, enquanto Trump questionou a eleição sem apresentar evidências de fraude e, ao mesmo tempo, declarou ter uma boa relação pessoal com Lula.