Um forte terremoto sacudiu o território colombiano na manhã desta segunda-feira (10), disparando alertas de emergência na capital, Bogotá, e em diversas províncias do país. O abalo telúrico, sentido com intensidade por moradores do centro e do oeste do país, provocou pânico nas ruas, avarias em edifícios e registros de feridos em municípios do interior.
As medições das redes internacionais e locais de monitoramento registraram oscilações na magnitude do sismo, que variaram entre 6,6 e 7,4. O evento sismológico teve origem em solo firme, na porção ocidental colombiana, a aproximadamente 160 quilômetros de Bogotá e cerca de 110 quilômetros da metrópole de Medellín.
Pânico na capital e estragos em cidades do interior
Em Bogotá, a intensidade da movimentação do solo fez com que os alarmes de evacuação fossem acionados em múltiplos bairros, levando milhares de pessoas a deixarem residências, prédios comerciais e repartições públicas. Apesar do susto e do abalo prolongado sentidos na capital, as autoridades locais iniciaram varreduras imediatas nas redes de infraestrutura para mensurar eventuais riscos estruturais.
O impacto mais severo foi sentido em departamentos do oeste e no eixo cafeeiro. Na cidade de Manizales, por exemplo, monumentos históricos e edificações emblemáticas — como a Catedral Basílica Metropolitana — sofreram danos visíveis na estrutura superior. Equipes de socorro foram mobilizadas para prestar atendimento às vítimas feridas por desabamentos parciais e quedas de escombros em regiões mais próximas ao epicentro.
Monitoramento contínuo das equipes de emergência
A variação entre as profundidades indicadas pelos centros sismológicos internacionais coloca o ponto focal do evento entre 99 e 107 quilômetros de profundidade. Agências de gestão de risco e voluntários da Cruz Vermelha Colombiana seguem em campo inspecionando estradas, encostas e comunidades rurais para identificar áreas de deslizamento e prestar suporte às famílias afetadas.
As autoridades de proteção civil mantêm o alerta ligado para eventuais réplicas e orientam a população a manter rotas de fuga desobstruídas e seguir os protocolos de evacuação enquanto os relatórios de danos continuam a ser atualizados.
Menu