Os Estados Unidos lançaram uma série de ataques contra cidades do Irã após a derrubada de um helicóptero Apache por um drone, na segunda-feira (8), na região do Estreito de Ormuz. De acordo com o presidente dos EUA, Donald Trump, a retaliação foi “muito forte e poderosa”, atingindo sistemas de defesa aérea e radares.
Uma segunda onda de bombardeios registrada pelo governo iraniano atingiu a cidade portuária de Jask, no sul do Golfo Pérsico. “Acho que é muito importante responder. (...) Esta é uma resposta ao que eles fizeram com nosso helicóptero ontem à noite, e acredito que a resposta deve ser muito forte, muito poderosa — e é isso que ela é”, disse Trump à emissora ABC, nesta terça-feira (9).
O helicóptero Apache operava no Estreito de Ormuz e foi abatido por volta das 18h30 de segunda-feira por um drone iraniano. Os dois tripulantes da aeronave foram resgatados sem ferimentos.
“As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar ataques de autodefesa contra o Irã às 17h ET [18h no horário de Brasília] de hoje, por ordem do Comandante-Chefe [Donald Trump], em resposta à derrubada de um helicóptero Apache do Exército dos EUA ontem. A missão é uma resposta proporcional à agressão iraniana injustificada", afirmou o Centcom em comunicado divulgado nas redes sociais.
Resposta
Após os ataques desta terça-feira, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou ter lançado mísseis e drones contra alvos dos EUA no Oriente Médio e declarou que nenhuma ofensiva norte-americana “ficará sem resposta”. “Assim como alertamos horas antes, o Irã dará uma resposta contundente à agressão dos EUA”, afirmou o braço militar do governo iraniano.
O Irã já havia se manifestado após a ameaça de Trump sobre uma retaliação pela derrubada do helicóptero Apache. Sem citar a queda do helicóptero, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, sugeriu a retirada das tropas dos EUA da região.
“Forças estrangeiras que se encontram nas proximidades do nosso território estão sob risco constante devido a seus próprios erros humanos, simples acidentes ou à possibilidade de serem atingidas por fogo cruzado. Para reduzir esse risco, a melhor solução é que se retirem. Preferimos a linguagem da diplomacia, mas também falamos outras línguas”, afirmou Araghchi.
Menu