Estado do Rio

Alerj inicia debates sobre orçamento estadual de 2027

Previsão de déficit na casa de R4 14 bilhões será discutida pelos deputados

Alerj inicia debates sobre orçamento estadual de 2027
Tutuca discutirá meios para ajudar investimentos estaduais Crédito: CM

A Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) realiza, nesta terça-feira (27/10), às 10h30, audiência pública para analisar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 (PL 8.378/26) e o Projeto de Revisão do Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 (PL 8.377/26). As propostas foram encaminhadas ao Parlamento fluminense, no início do mês, pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto. Na mesma reunião, os parlamentares também vão avaliar e votar as metas fiscais e o balanço de receitas e despesas referentes ao segundo quadrimestre de 2026.

A proposta orçamentária para 2027 prevê déficit de R$ 13,98 bilhões, com despesas estimadas em R$ 138,37 bilhões e receita líquida de R$ 124,39 bilhões. A apresentação será conduzida por representantes das secretarias estaduais de Fazenda (Sefaz) e de Planejamento e Gestão (Seplag). Após a exposição, a comissão votará o parecer prévio das peças orçamentárias, cuja publicação está prevista para quinta-feira (29/10). As duas primeiras discussões das propostas em plenário devem ocorrer nos dias 3 e 4 de novembro.

Em comparação com o orçamento aprovado para 2026, a estimativa de déficit registra redução de aproximadamente R$ 5 bilhões. Na justificativa enviada à Alerj, Ricardo Couto apontou diferentes fatores para a continuidade do desequilíbrio fiscal em 2027, como a queda real das receitas de royalties e participações especiais e o aumento de R$ 9,64 bilhões nas despesas com pessoal.

O presidente da Comissão de Orçamento, deputado Gustavo Tutuca (PP), destaca que as decisões tomadas durante a análise das propostas terão reflexos nas finanças estaduais e na prestação de serviços à população. Segundo ele, embora a previsão de déficit seja menor que a do orçamento anterior, a diferença entre receitas e despesas permanece próxima de R$ 14 bilhões.

"É um cenário que exige muita responsabilidade. Nosso papel será analisar a proposta com rigor, entender as projeções apresentadas pelo governo e buscar soluções que garantam o equilíbrio das contas públicas, sem comprometer os serviços essenciais e a capacidade de investimento do Estado. As decisões que tomarmos agora terão impacto direto na vida da população nos próximos anos", afirma Tutuca.