Em entrevista ao jornalista Cláudio Dantas nesta terça-feira (25), o candidato do PL ao Governo do Rio, Douglas Ruas, disse que vai aumentar o efeitvo da Polícia Militar e criticou a política aplicada a vários governos para com a corporação.
"A minha crítica não é ao governo anterior, é a todos os outros. Estamos trabalhando com a mesma política de segurança desde 2009, e nenhum deles teve coragem de admitir que esse caminho não traz resultado. Precisamos enfrentar o crime com coragem, e isso passa pelo aumento do número de agentes de segurança nas ruas", disse Douglas.
Com relação ao efeitvo, o candidato afirmou que os atuais 46 mil agentes na ativa representam um "cobertor curto" e defendeu que o número seja ampliado para, pelo menos, 60 mil, diante dos desafios da atual conjuntura que o estado sofre na segurança. Para isso, sua equipe já até fez os cálculos, algo que representaria R$ 1,6 bilhão a mais aos cofres públicos.
Essa questão, Douglas salientou que será prioridade em seu governo: "A gente vê que tem dinheiro para camarote na Sapucaí e para show, então tem dinheiro para colocar mais policiais nas ruas. Se for prioridade do governador, é possível e será a minha", completou.
Relações com OSS
Em outra entrevista no dia, esta para a rádio Tupi, Douglas disse que as relações com as Organizações Sociais de Saúde (OSS) não continuarão em seu mandato e que o afastamento ocorrerá de forma gradativa, até que o estado esteja apto a atender integralmente todas as unidades de saúde do Rio de Janeiro.
"O governo vai fazer a gestão e buscar o que precisa da iniciativa privada, e não por intermediários como as OSS. Os contratos que estão ativos vão ter que ser analisados caso a caso, mas não vão prosperar", ressaltou.
Caminhada no Centro
Para encerrar o dia, fez uma caminhada no Centro do Rio, nas cercanias do Largo da Carioca, dialogando com comerciantes e ambulantes, e falou sobre a sensação de insegurança vivida por eles na região.
"É com o reforço da segurança que vamos recuperar todo o potencial econômico. Vamos reforçar o policiamento ostensivo e vamos atrás dos receptadores: quem compra celular roubado é criminoso assim como quem rouba o celular. O nosso governo vai combater os criminosos para defender a população de bem", afirmou.
Menu