O Governo do Estado do Rio de Janeiro alcançou a marca de 4.033 servidores comissionados desligados desde 24 de março de 2026, contabilizando as dispensas publicadas nesta quinta-feira (25). De acordo com dados oficiais da atual gestão, a iniciativa projeta gerar uma economia superior a R$ 230 milhões aos cofres públicos fluminenses até o dia 31 de dezembro deste ano.
Novas exonerações não estão descartadas e poderão ocorrer de forma gradual, à medida que forem concluídas as auditorias atualmente em andamento nas secretarias estaduais e nas entidades da administração indireta, o que inclui também as empresas estatais dependentes e não dependentes.
Coordenadas diretamente pela Secretaria de Estado da Casa Civil, essas auditorias visam traçar um diagnóstico detalhado da administração pública estadual, identificar riscos relevantes e propor ações que fortaleçam a governança, aprimorem os mecanismos de controle e elevem a eficiência dos gastos.
O corpo técnico encarregado das análises é formado por servidores cedidos pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e pelo Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCM-RJ), com a possibilidade de integrar profissionais de outros órgãos públicos.
A fiscalização abrange a execução orçamentária dos exercícios de 2025 e 2026, com prazo de conclusão estipulado em 120 dias, permitindo prorrogação mediante justificativa técnica. A regulamentação desses processos foi fixada pela Resolução SECC nº 193, publicada pela pasta em 19 de junho.
Reformas na Casa Civil
A Secretaria da Casa Civil também foi reestruturada internamente, o que resultou na extinção de três subsecretarias e de outras posições de confiança. A pasta, que iniciou o período com um contingente de 1.692 funcionários comissionados, já soma mais de 800 exonerações. A reforma administrativa incluiu a transferência de setores, como as subsecretarias de Gestão de Pessoas; de Políticas Inclusivas; de Gestão Portuária e Atividades Navais; de Projetos Estratégicos e Pacto RJ; e de Controle de Divisas (Operação Foco).
Somando os desligamentos e as mudanças de lotação, a Casa Civil obteve uma redução de 60,4% no total de postos ocupados em comparação ao cenário original.
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