O Estádio Olímpico Nilton Santos receberá, às 20h30 desta quarta-feira (7), o Clássico da Amizade. Apesar do nome, o duelo entre Botafogo e Vasco não terá nada de amistoso. Isso porque as duas equipes se encontram na parte de baixo da tabela, estando separadas por apenas quatro pontos na classificação.
No momento, pela proximidade do Z4, a situação é mais urgente para o Cruzmaltino, que tem 31 pontos, dois a mais que o Grêmio, o primeiro time na zona de rebaixamento. Porém, diferentemente de outras equipes, o Vasco tem um jogo a menos, que deve ser disputado contra a Chapecoense no próximo mês.
Já o Botafogo, que busca encaixar o trabalho do técnico Tite, está em 12º, com 35 pontos. A preocupação, no entanto, se dá porque o ataque do clube ainda tenta se reencontrar, e vem de uma fase que definitivamente não é bom. De imediato, fazer o time voltar a marcar gols é a prioridade de Tite, que contará com a estreia do atacante marroquino Ziyech, que utilizou a Data FIFA como um tipo de mini pré-temporada para recuperar a parte física.
Pelo lado do Vasco, também falando no ataque, o time contará com um desfalque de peso: o ponta colombiano Andrés Gómez, que levou o terceiro cartão amarelo na goleada por 5 a 0 sobre o Coritiba. Entretanto, como Gómez foi convocado pela seleção colombiana nesta Data FIFA, não haveria tempo hábil para ele retornar descansado para o jogo. Ou seja, sua ausência já era esperada pela comissão técnica, que trabalhou nestas duas semanas para suprir sua ausência.
Momentos distintos
O duelo será também um combate de momentos diferentes dos treinadores. Enquanto o Botafogo tenta emplacar o trabalho do técnico Tite, que chegou momentos antes da pausa para a Data FIFA, o treinador vascaíno, Pedro Emanuel, já começa a colher os frutos de um trabalho que parece ter sido assimilado pelo elenco.
Pelo lado do Vasco, o time parece mais pronto. Por outro lado, o Botafogo pode contar com o fator surpresa do trabalho de Tite. Fato é que o vencedor da partida ganhará um bom respiro no Campeonato Brasileiro, afastando momentaneamente o risco do rebaixamento. A luta contra o Z4, neste ano, inclusive, promete ser mais intensa que a briga pelo título.
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