Com recorde de público do MorumBIS, o São Paulo é campeão do Brasileirão Feminino A1 2026. A equipe empatou com o Corinthians por 1 a 1 na tarde deste sábado (3) diante de 49.405 torcedores. No confronto de ida, na Neo Química Arena, as Soberanas derrotaram as Brabas por 2 a 1, de virada. O título veio, portanto, com uma vitória no placar agregado por 3 a 2.
Autora do gol do São Paulo na finalíssima, a lateral Bia Menezes destacou a força da torcida e a felicidade pelo título. Depois do apito final, a jogadora celebrou junto às companheiras e aos torcedores que lotaram o MorumBIS.
- Estou muito feliz. Essa torcida e esse clube merecem isso. Foi uma festa maravilhosa que os torcedores fizeram para a gente, nada mais justo que retribuir com o título - disse.
O técnico Thiago Viana também exaltou o trabalho realizado pelo grupo ao longo da temporada. O treinador ressaltou o significado da conquista diante do público recorde e a quebra da sequência de títulos do Corinthians.
- Esse grupo merece demais. Lutou muito pelo título. Estou muito feliz e muito lisonjeado de guiar essas meninas. Hoje a gente fez história: público recorde e quebramos a hegemonia. É tudo nosso esse ano - falou.
Diretora de futebol feminino do São Paulo, Cléo Prado destacou o planejamento da equipe para a temporada e a dedicação do grupo para alcançar o objetivo. Em meio à comemoração, também falou sobre a emoção de ver o trabalho coroado com o título.
- A gente está nas nuvens. Nós trabalhamos quietos e sabíamos exatamente onde queríamos chegar. É a coroação de um objetivo muito bem traçado. Essas meninas merecem demais - afirmou.
O JOGO
O primeiro tempo foi marcado pelo equilíbrio e pela ofensividade das equipes. Logo aos 10 minutos, Aline tocou para Bia Menezes ao lado da grande área e a lateral bateu direto para o gol, abrindo o placar para o São Paulo.
Aos 19, foi a vez do Corinthians deixar tudo igual. Juliete atrapalhou a saída de bola da goleira Carlinha e mandou a bola direto para o fundo da rede. Logo na sequência, Crivelari chegou a marcar para o Tricolor, mas o gol foi anulado por impedimento.
No segundo tempo o Corinthians voltou mais ofensivo, dando trabalho para a defesa do São Paulo. Aos 18 minutos, Robinha fez falta em Érika dentro da área. Gabi Zanotti foi para a cobrança, mas a goleira Carlinha se saiu melhor e defendeu.
A defesa deu um gás para as Soberanas, mas as Brabas seguiram sendo mais ofensivas, principalmente após as substituições da técnica Emily Lima.
Enquanto o Corinthians tentava marcar o segundo gol para levar a partida para os pênaltis, o São Paulo fechou bem sua defesa e conseguiu levar o empate por 1 a 1 até o fim.
Campanha campeã
O São Paulo foi líder da tabela na primeira fase do Brasileirão, com 41 pontos conquistados com 13 vitórias, dois empates e duas derrotas, totalizando 80% de aproveitamento.
Nas quartas de final, empatou sem gols com o Grêmio na primeira partida, disputada no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS). No confronto de volta, derrotou as Mosqueteiras por 2 a 0, no Brinco de Ouro, em Campinas (SP).
As Soberanas eliminaram o Flamengo na semifinal. No jogo de ida, venceram por 3 a 1 no Estádio Luso Brasileiro, no Rio de Janeiro (RJ). A vaga na decisão foi confirmada com mais uma vitória sobre as Meninas da Gávea, dessa vez por 1 a 0, também no Brinco de Ouro.
Contando com a vitória na partida de ida da final e o empate no jogo de volta, o São Paulo encerra o Brasileirão Feminino A1 com 17 vitórias, quatro empates e duas derrotas. Ao todo, foram 40 gols pró e 14 contra.
Maior edição do torneio
Em 2026, o Brasileirão Feminino A1 teve a premiação de R$ 2 milhões para o campeão e R$ 1 milhão para o vice. Os 18 clubes que disputaram a 1ª fase receberam R$ 720 mil, valor que é o dobro do ano anterior, como cota de participação.
Entre 2024 e 2029, a CBF projeta o investimento de mais de R$ 685 milhões nas competições de futebol feminino no Brasil, com crescimento de 41% nas datas do calendário nacional e de 84% em partidas organizadas pela entidade.
Em cinco anos, entre 2021 e 2026, o número de competições femininas promovidas pela CBF subiu de 6 para 9. Com isso, o número de clubes disputando os torneios adultos e de base foi de 58 para 79, e as partidas subiram de 398 para 712.
O diretor de competições da CBF, Julio Avellar, destacou que este foi um ano de recordes para o futebol feminino brasileiro e reforçou que este resultado é fruto do trabalho da gestão liderada pelo presidente Samir Xaud.
- Este foi um ano de recordes no calendário feminino, com 712 partidas e o maior Brasileirão Feminino A1 da história. Os finalistas foram os dois clubes que fizeram a melhor primeira fase da competição. Hoje teve uma festa lindíssima, coroada com um público belíssimo e uma quebra de recorde - disse.
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