O Brasil brilhou no encerramento do inédito Pan-Americano de Beach Tennis realizado de forma inédita em Cuiabá (MT) no CT Pantanal, no estacionamento do Shopping Pantanal. Esta foi a 13ª edição da competição continental, a sexta em território brasileiro.
Ao todo foram 43 medalhas das 45 disputadas nas 15 categorias desde o Profissional passando pelos juvenis Sub 18, 16, 14 e 12 anos em Dupla Masculina, Feminina e Duplas Mistas. O número de medalhas iguala o recorde do ano passado. O Brasil foi campeão em 14 das 15 categorias disputadas.
Entre as profissionais, as líderes do ranking, a paranaense Vitória Marchezini e a paulistana Sophia Chow, campeãs de 2023, voltaram a ganhar juntas após três anos e desta vez pela primeira vez no Brasil. Elas bateram as campeãs de 2025, as brasileiras Júlia Nogueira e Marcela Vita por 6/1 6/4. A terceira colocação ficou também com o Brasil com Ana Preisner e Mariana Peracini.
"Com certeza ano passado era nosso objetivo sair com o a vitória do Pan, acabou não dando certo. Feliz do modo que entramos em quadra, fomos muito agressivas nos momentos que precisamos, reagimos bem. Feliz do modo que performamos bem. Tem um gostinho especial vencer com a camisa do Brasil", disse Chow.
"Feliz com o nosso título, o Brasil domina muito nas outras categorias também, sempre é Brasil e Venezuela, é muito legal jogar o Pan, Copa do Mundo ganhamos cinco vezes, sempre na final ou na semi", vibrou Marchezini que comentou sobre o momento de pressão no final do jogo: "A gente sabia que seria difícil no saque da Júlia pois ela tava impecável, não conseguia ver onde ela ia sacar então sabia que iria sobrar pra mim sacar no 5 a 4, só respirei pois era um momento de pressão e mostramos que estamos preparadas", finalizou a paranaense que ergue sua terceira conquista de Pan. Ela foi campeã também em 2024, ao lado de Rafaella Miiller.
No masculino o troféu ficou de forma inédita com o gaúcho Felipe Loch e o paulista Leonardo Branco que superaram os campeões de 2025 e dupla com dois jogadores top 5 do mundo, Giovanni Cariani e Daniel Mola, marcando 7/5 6/2. Este foi o primeiro Pan-Americano disputado por Branco.
"Estou muito feliz, eu merecia demais esse título. As outras convocações que não estive presente eu fiquei triste mesmo. Mas sempre acreditei em mim e as pessoas ao meu lado sempre acreditaram em mim e isso é o mais importante. Não levei nenhuma raiva, somente motivação falando pra mim mesmo que teria a oportunidade e agarraria ela com unhas e dentes. Quando cheguei aqui falei que iria aproveitar mesmo , ficava até alguns momentos fora do quarto para vivenciar com o time. Óbvio que joguei contra dois amigos de coração, foi muito gratificante, obrigado CBT, obrigado time", vibrou Léo.
Loch adicionou: "Fiquei ansioso para defender o Brasil, não fiquei engasgado com ano passado, mas sim motivado, usamos muito as frustrações como motivações para os próximos", celebrou Loch que ergue seu primeiro título defendendo as cores do Brasil como profissional.
A medalha de Bronze ficou com a Venezuela com Eduardo Garay e Carlos Jesus, a única medalha de um país estrangeiro nas categorias profissionais.
O torneio finalizou com as duplas mistas e o Brasil no alto do pódio novamente com o título de Duplas Mistas com a parceria de Vitória Marchezini e Giovanni Cariani levando o título em final com placar de 7/5 3/6 10/8 contra Sophia Chow e Felipe Loch. O Bronze ficou com Daniel Mola e Júlia Nogueira.
Show de Medalhas no Juvenil para o Brasil
Nas categorias juvenis o Brasil também brilhou e venceu 11 das 12 categorias, conquistando 35 das 36 medalhas disputadas. Apenas na categoria Sub 14 feminina o país não ganhou o Ouro com título da Venezuela com Amanda Franco/Loisanna Monzon passando pelas brasileiras Marcela Leme e Maria Nunes por 4/2 5/3 em final emocionante.
Nos 18 anos o título ficou com Augusto Neto e Vinicius Schurtz, terceira melhor dupla do torneio que bateu os principais favoritos Leonardo Neiva e Miguel Mazzaro na semi e triufnaram sobre o atleta da casa, João Godoy, de Cuiabá, e o campineiro Giovanni Nomelini na final por 7/6 (7/5) 3/6 10/1 em mais uma decisão emocionante. Entre as mulheres título para Ana Merola e Laura Amorim com triunfo de um duplo 7/5 sobre Valentina Silva e Kauany Oliveira por um duplo 7/5.
Nos 16 anos, Giovana Batista foi campeã em dupla feminina com Antonella Pazzotti e nas mistas com Guilherme Bernal. Entre os meninos título para Edgar Calixtro e Gabriel Leite. Nos 14 masculino o troféu ficou com Daniel Bunn/Matheus Petita em pódio totalmente nacional com Caio Fernandes/Lucas Mendonça na segunda colocação e Leonardo Godoy/Henry Koffke na terceira posição.
No Sub 12 o Brasil brilhou com pódio repleto no masculino e feminino com o título para Flávio Brasileiro/Miguel Lourenço, vice-campeonato para Bernardo Birle/João Serrano e terceiro lugar com Guilherme Castelo/Renato Frugoni. Entre as meninas, caneco para Thais Calçada/Carolina Marcon, segundo lugar para Maria Barroso/Maria Cordeiro e terceira posição para Isa Branco/Eduarda Skaf.
Os jovens brasileiros foram 100% do pódio em todas as categorias em duplas mistas.
Saldo positivo
Com 284 atletas de 16 países de todo continente e público lotando o CT Pantanal com entrada gratuita, o inédito Pan-Americano terminou com saldo positivo. Vice-presidente da Confederação Brasileira de Tênis, Eduardo Catharino Gordilho destacou: "A Federação de Mato Grosso está de parabéns , toda organização, toda equipe montaram uma estrutura de torneio grande e logística muito atenciosa e a delegação brasileira está muito feliz de poder estar em uma estrutura como essa", disse.
"Nosso foco da CBT é ter uma atenção desde o início à criançada, aos clubes pois entendemos que é o futuro do esporte. A CBT tenta montar uma programação e planejamento interno mais profissional possível com equipe de fisioterapia, comunicação com a alimentação, comissão técnica. Precisamos estar muito atentos às crianças e estamos muito felizes pois o Brasil é protagonista não só aqui nas Américas, fico muito feliz de ver o comportamento dos nossos atletas".
Isoldino Neto, organizador do evento, celebrou a realização inédita do Pan-Americano em Cuiabá e no Mato Grosso: "Muito legal, foi uma experiência diferente, a atmosfera. Foi um desafio pois chegou de última hora e muita gente quis de coração trazer não só eu, mas o Jurandir lima, presidente da Federação de Mato Grosso, o Ricardo Cintra, também da Federação. Agradecimento mais do que especial SECEL do Mato Grosso, o Secretário David Moura que não mede esforços para incentivar o esporte no estado".
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