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Documentário "Sandro Dias e a Maior Rampa de Skate do Mundo" chega ao Brasil

Filme revela os bastidores do desafio "Red Bull Building Drop", um ano depois do feito em Porto Alegre

Documentário "Sandro Dias e a Maior Rampa de Skate do Mundo" chega ao Brasil
Sandro Dias, o Mineirinho, desceu a fachada do Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), na capital gaúcha, quebrando recordes mundiais Crédito: Victor Eleutério Costa/ Red Bull Content Pool

Quanto tempo leva para fazer história? Para Sandro Dias, o Mineirinho, foram oito segundos de descida e mais de dez anos de preparação. Agora, o público pode conhecer tudo o que aconteceu antes do drop: já está disponível no Globoplay e na Red Bull TV o documentário "Sandro Dias e a Maior Rampa de Skate do Mundo", que acompanha a jornada do skatista até o Red Bull Building Drop. Uma produção Red Bull Media House, em parceria com a PlayAction.

Na ação, Sandro desceu 70 metros pela fachada do Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), na capital gaúcha, e estabeleceu dois recordes mundiais, de altura e de velocidade, cravando 103,8 km/h em cima do skate. O filme parte desse momento para contar o que foi preciso para chegar até ele.

- Rever toda a história é muito doido, porque quando a gente está envolvido fazendo a parada não tem noção do que é. São as imagens, os perrengues, os testes pela primeira vez. O filme como um todo me trouxe muita emoção - conta Sandro.

Sonho de anos

E a história começa bem antes da rampa existir. A fachada curva do CAFF era vista havia anos como a rampa perfeita pelos skatistas de Porto Alegre, uma lenda urbana que nunca tinha saído do imaginário da cidade. O documentário mostra como essa ideia virou projeto, com engenharia, cálculo de segurança e um time multidisciplinar resolvendo, no papel e na prática, problemas que ninguém tinha enfrentado antes.

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Sandro Dias durante a premiere do documentário "Sandro Dias e a Maior Rampa de Skate do Mundo", em Porto Alegre | Foto: Marcelo Maragni / Red Bull Content Pool

Na tela, aparecem os coletes de mais de 40 kg usados para reproduzir a Força G, as sessões em alta velocidade para treinar o impacto no airbag de absorção, o skate montado e testado peça por peça, já que não existia um modelo pronto para o desafio, e cada drop em altura menor até a descida dos 70 metros.

- O mais difícil foi encarar cada teste pela primeira vez. Eu tinha os números do estudo na mão, de velocidade, de Força G, de impacto, e desde o início quis me preparar para o dobro do que o estudo dizia. Quando eu batia a meta era uma felicidade, mas não era satisfação, porque eu precisava estar muito mais preparado do que aquilo. Cheguei a andar de skate a 136 km/h atrás do carro, era muita tensão - lembra Sandro.

Impacto para o atleta

O filme também entra na cabeça do atleta. Sandro fala sobre o peso de encarar uma ideia tratada por anos como impossível, sobre o medo que veio junto e sobre a decisão de seguir em frente mesmo assim, em um registro bem próximo do que passou pela cabeça dele antes de cada descida.

- Já tive outras oportunidades de fazer um documentário, um livro, um filme sobre a minha vida, mas nunca achei que estivesse preparado. Dessa vez eu estava. Ando de skate há 41 anos e isso não é aposentadoria, não é hora de parar, ainda quero fazer muita coisa. É um momento legal de mostrar um pouco da minha carreira e desse projeto maravilhoso que a gente realizou - afirma.

O documentário já está disponível no catálogo do Globoplay e da Red Bull TV.