A Confederação Brasileira de Futebol apresentou, nesta terça-feira (4), o CBF Impacta, programa ESG da entidade, durante a Rio Innovation Week. No painel "Grandes eventos, grandes legados: como a sustentabilidade está transformando a indústria do entretenimento", o vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, mostrou como a Confederação pretende se tornar a primeira entidade nacional de futebol do mundo a neutralizar os impactos ambientais das partidas que promove.
Ao lado de Letícia Freire, do Rock World, Daiane Lima, da Liesa, e com mediação de Vinicius Crespo, da Ambipar, Gluck destacou que o futebol ocupa uma posição privilegiada entre os grandes eventos, por uma capacidade de mobilizar pessoas e influenciar comportamentos perante a sociedade.
"O futebol não é apenas um grande evento. Ele é, talvez, o maior influenciador do mundo. Tudo passa pelo futebol: os cortes de cabelo dos jogadores vão para as barbearias, as comemorações chegam às redes sociais, as crianças reproduzem aquilo que veem em campo. Quando a CBF começa a mostrar como é possível organizar eventos mais sustentáveis, ela influencia naturalmente outros setores da sociedade a fazerem o mesmo", afirmou.
O vice-presidente destacou que o CBF Impacta se apoia em quatro eixos: emissões de gases de efeito estufa (GEE), consumo de energia, uso de recursos hídricos e gestão de resíduos sólidos.
Segundo Gluck Paul, o programa atualmente se planeja para chegar à capacidade de atender toda a operação da entidade, que organiza cerca de 3 mil partidas por temporada, distribuídas em aproximadamente 26 competições.
"Nosso objetivo é fazer da CBF a primeira confederação neutra do mundo. Não estamos falando apenas da Seleção Brasileira. São mais de 3 mil jogos por ano, todos com impacto ambiental. O CBF Impacta nasce justamente para medir, reduzir e neutralizar esses impactos em todas as nossas competições", disse.
Na frente de emissões, a CBF já iniciou esse processo por meio da compensação com créditos de carbono certificados. Os dois amistosos da Seleção Brasileira realizados nos Estados Unidos antes da Copa do Mundo, assim como os cinco jogos disputados durante o Mundial, tiveram suas emissões integralmente compensadas.
"O crédito de carbono é uma prática internacional reconhecida. Ele permite compensar emissões inevitáveis ao financiar projetos de preservação ambiental e mitigação das mudanças climáticas. O Brasil tem protagonismo mundial nessa agenda, e é muito importante que a CBF também assuma esse papel", explicou.
Para Ricardo Gluck Paul, essas ações têm potencial para aproximar ainda mais a sociedade da Seleção Brasileira e da própria CBF.
"No futebol discutimos muito como nos reaproximar da sociedade. Queremos mostrar que a CBF vai muito além do resultado dentro de campo. O futebol tem uma capacidade extraordinária de mobilização, e nossas ações de sustentabilidade ajudam a tornar a marca mais humana e mais conectada com as pessoas", concluiu.
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