FIFA

Infantino vê crise tomar conta do mandato e pede ajuda a Trump

Situação do atual presidente da FIFA caminha para o insustentável

Infantino vê crise tomar conta do mandato e pede ajuda a Trump
Infantino tentou pedir ajuda a Trump, mas o americano não respondeu Crédito: Daniel Torok

Após o projeto de criação do FIFA Forward Enterprises - que visava criar uma empresa gestora da parte comercial dos principais eventos da entidade, como a Copa do Mundo, visando a venda de ações - ser vetado no último fim de semana, a situação de Gianni Infantino à frente da entidade máxima do futebol caminha para o insustentável.

O suíço abalou o mundo da bola com esse projeto, que visava exclusivamente o enriquecimento, e acabou fortalecendo seus opositores, como o presidente da UEFA, organização do futebol europeu, o esloveno Aleksander Ceferin, que se uniram para inviabilizar essa proposta absurda do mandatário da FIFA.

A situação ficou ainda mais constrangedora na manhã desta segunda (3), quando o jornal americana The New York Post revelou que Infantino teria realizado diversas tentativas de ligações telefônicas para o presidente dos EUA, Donald Trump, em busca de apoio neste caso. Nos últimos anos, os contatos entre Trump e Infantino via telefone foram constantes. Agora, porém, com o fim da Copa do Mundo, o The Post revelou que o presidente americano não atendeu ou retornou a nenhuma das tentativas do suíço.

Paralelamente, Ceferin trabalha para minar ainda mais a posição de Infantino na presidência da FIFA. E o grande motivo dessa rivalidade é um projeto queridinhos dos brasileiros, mas odiado pelos dirigentes europeus: a Copa do Mundo de Clubes.

Realizada pela primeira vez em 2025, o projeto de ter um Mundial de Clubes no mesmo formato da Copa do Mundo idealizado, encabeçado e viabilizado por Infantino, que tratou o torneio como sua "menina dos olhos".

O sucesso comercial do "Super Mundial" foi tratado como um trunfo de Gianni por sua manutenção na presidência da entidade. Porém, rendeu críticas de atletas, treinadores e dirigentes dos clubes europeus participantes, que alegaram que o campeonato era prejudicial ao calendário europeu.

Agora, o presidente da UEFA busca agendar uma reunião com o qatari Nasser Al-Khelaifi, dono do PSG e presidente da Associação de Clubes Europeus, para buscar apoio a um boicote à segunda edição do torneio, agendada para 2029, e "queimar" Infantino. Ceferin tem a intenção de se lançar candidato à presidência da FIFA na eleição que ocorrerá em 2027. A situação do suíço não está fácil.