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Gianni Infantino dá prazo para aprovação do FIFA Forward

Líder do movimento anti-venda, UEFA convocou outras federações ao boicote

Gianni Infantino dá prazo para aprovação do FIFA Forward
FIFA quer criar empresa para vender ações da Copa do Mundo e do Mundial Crédito: Reuters/ Folhapress

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, estabeleceu um prazo para a aprovação da criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), a empresa bilionária que seria criada para gestão comercial dos principais torneios da entidade máxima do futebol, como a Copa do Mundo e o Super Mundial de Clubes.

Segundo o jornal britânico The Telegraph, Infantino deu 53 dias para que as 211 federações filiadas à FIFA votem à favor ou contra a criação da FFE. Ou seja, a venda ou não da alma da Copa do Mundo será definida até o dia 19 de setembro de 2026.

A proposta do mandatário da FIFA foi apresentada com um "leve" tom de ameaça, por assim dizer, já que Infantino afirmou que as federações que votarem contra, caso o projeto seja aprovado, poderão perder cerca de 75% do valor de financiamento prometido pela entidade. Vale lembrar que, buscando convencer as federações a apoiá-lo, Infantino prometeu um pacote de financiamento, via FIFA Forward, que teria um aporte imediato de 20 milhões de dólares, chegando a 40 milhões de dólares para o ciclo da Copa do Mundo de 2030.

Liderando o protesto contra a ideia absurda, a UEFA, entidade do futebol europeu, se manifestou contrariamente ao ultimato de Infantino, reafirmando que boicotorá a decisão e, se for necessário, a Copa do Mundo.

"Hoje tomamos conhecimento de que a FIFA estabeleceu um prazo para que as federações apoiem suas propostas ou percam a oferta de pagamento único. Isso diz tudo o que você precisa saber sobre esse plano. Mas, após conversarmos com diversas partes interessadas de todo o futebol, a UEFA sabe que existe uma oposição significativa e crescente ao projeto da FIFA. A FIFA não pode continuar usando o nosso esporte para esquecer a si e aos seus aliados. Nós podemos desenvolver o futebol da maneira correta. Chegou a hora de priorizar as associações, os clubes, as ligas, os jogadores e os torcedores", afirmou o comunicado.

A decisão ainda vai render capítulos e controvérsias, principalmente porque a empresa interessada em adquirir as ações tem ligações com a família de Donald Trump, que desenvolveu uma relação próxima com Infantino durante o Mundial deste ano.