A Copa do Mundo, cuja audiência global deve ultrapassar 6 bilhões de espectadores, representa uma vitrine valiosa para as marcas, mas também impõe desafios às estratégias de publicidade.
Nos Estados Unidos, a Fox, responsável pelos direitos de transmissão do torneio, adotou uma medida controversa ao utilizar as pausas para hidratação das partidas para exibir anúncios, substituindo temporariamente as imagens do jogo. A estratégia pode ter criado aproximadamente 800 novos espaços comerciais.
Segundo estimativas da empresa de pesquisa iSpot.tv, essa decisão pode gerar uma receita publicitária superior aos US$ 800 milhões (R$ 4,16 bilhões) obtidos com o Super Bowl do ano passado, um dos eventos esportivos mais lucrativos para anunciantes no mercado norte-americano.
A Fox, que desembolsou US$ 485 milhões (R$ 2,52 bilhões) pelos direitos de transmissão da competição nos Estados Unidos, não comentou as projeções de faturamento. Tanto ela quanto a Telemundo informaram que venderam integralmente seus espaços publicitários.
Com duração de 39 dias, até 19 de julho, a atual edição da Copa reúne mais seleções, partidas e cidades-sede em comparação ao torneio de 2022. Esse crescimento amplia as oportunidades de exposição para as marcas, mas também exige investimentos maiores para garantir visibilidade em meio ao aumento da concorrência.
Os índices de audiência nos Estados Unidos têm confirmado o potencial comercial do evento. Até 17 de junho, a Fox registrava média de 5,7 milhões de telespectadores por partida, número superior ao dobro da audiência alcançada na edição de 2022.
A Telemundo, pertencente à Comcast e detentora dos direitos de transmissão em espanhol, também anunciou resultados expressivos. A emissora afirmou ter quebrado diversos recordes de audiência, incluindo a maior audiência da história para uma partida de abertura, no confronto entre México e África do Sul, vencido pelos mexicanos por 2 a 0, em 11 de junho.
Entre os principais anunciantes da competição estão Hyundai, que também promove a marca Kia, Michelob Ultra, da AB InBev, Lay's, da PepsiCo, e Home Depot, de acordo com a iSpot.
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