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Conexão entre o povo e a Seleção Brasileira

Conexão entre o povo e a Seleção Brasileira

O evento foi marcado por um trabalho de imagem muito forte. A CBF começou a tarde com uma encenação musical sobre as famílias brasileiras acompanhando a Seleção ao longo do títulos do Brasil na história das Copas do Mundo. Dentre narrações históricas e músicas enaltecendo os brasileiros, a peça relembrou a angústia dos torcedores na Copa de 1994, quando a Seleção chegou aos EUA sob a pressão de não conquistar um Mundial há 24 anos, cenário que curiosamente se repete em 2026, quando o Brasil voltará aos Estados Unidos com esse longo jejum nas costas. A desconexão do povo com a Seleção chegou à entidade, que trabalhou para mostrar que quando a bola rolar no MetLife Stadium, daqui a menos de um mês, aqueles 11 jogadores serão os representantes de mais de 213 milhões de brasileiros.

Do lado de fora, torcedores de várias partes do Brasil se reuniram para celebrar a Seleção. Presente desde cedo no entorno do Museu do Amanhã, o casal de torcedores, Rômulo e Daniela, compareceu ao evento para torcer e acompanhar a Seleção, mesmo que do lado de fora do museu.

"Cara, eu sou muito Brasil. Me organizei para deixar o trabalho e vir. E o que se transformou esse evento... Eu precisava vir! Para mim, a Copa do Mundo começou hoje!", afirmou.

"Eu gostei muito da convocação. E tinha todo mundo aqui. Tinha gente a favor, gente contra a convocação do Neymar, e teve muita festa e interação. O Neymar eu já sabia [que seria convocado], o Weverton foi 'top' e o Rayan é um grande trunfo", concluiu Rômulo.

Em tempos em que pesquisas apontam que o brasileiro não liga mais para a Seleção, eventos como esse mostram que a paixão pela Canarinha pode até esfriar, mas morrer? Jamais. Momentos de conexão entre Seleção e torcida são necessários, pois criam verdadeiros laços com a nação. O próximo compromisso da Seleção é o amistoso de "despedida" no Maracanã, no dia 31, quando enfrentará o Panamá e rumará aos EUA "nos braços do povo".