A FIFA anunciou nessa quinta-feira (7) que assinou um acordo com a Fanatics para produzir os álbuns da Copa do Mundo a partir de 2031. Atualmente, a Panini é a responsável pelos álbuns e vê o fim da parceria após cerca de 60 anos.
O contrato dá à Topps, que pertence à Fanatics, os direitos para produzir cards, figurinhas e outros produtos ligados à Copa e a outros eventos da Fifa a partir de 2031. A mudança encerra a parceria com a Panini, que foi a principal licenciada do Mundial desde 1970 e seguirá com os produtos até a edição de 2030.
Inovação
"Com a Fanatics, vemos que eles estão promovendo uma enorme inovação em colecionáveis esportivos, o que oferece aos fãs uma forma nova e significativa de se conectar com seus times e com seus jogadores favoritos. Então, do ponto de vista da Fifa, podemos globalizar esse engajamento de fãs justamente graças ao nosso portfólio global de torneios. E isso fornece outra importante fonte de receita comercial que direcionamos de volta, como sempre, para o jogo, para o futebol", afirma Gianni Infantino, presidente da FIFA.
"Nosso negócio de colecionáveis neste ano provavelmente é 85% nos EUA. Então, quando pensamos em como expandir globalmente, que é como transformamos isso em um negócio muito maior, não há nada mais importante do que a FIFA. Então, para nós, estamos pensando em crescimento global. Nossa grande iniciativa de crescimento e a parceria com a FIFA para fazer a Copa do Mundo, não há evento maior no mundo do que a Copa do Mundo a cada quatro anos. Achamos que, no longo prazo, o futebol global deve ser nosso maior negócio", disse Michael Rubin, CEO da Fanatics, que também se comprometeu a distribuir gratuitamente mais de US$ 150 milhões (R$ 793 milhões) em colecionáveis para crianças ao redor do mundo durante a vigência da parceria. O acordo prevê ações de ativação e iniciativas voltadas a aproximar o público dos jogadores por meio de itens colecionáveis.
Uma das novidades citadas pela empresa é levar para produtos ligados à Copa o modelo de cards com "Debut Patch", que usa um pedaço do uniforme usado em jogo e depois autenticado. A ideia é que o jogador use um patch na camisa e o item seja colocado em um card autografado.
Os patches usados em jogo podem começar já nesta Copa, mesmo antes do início do licenciamento em 2031, segundo o The Athletic. A Fanatics mantém parcerias com mais de 900 propriedades esportivas.