Os brasileiros que disputam a Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá terão que pagar tributos sobre a premiação que receberem pela competição aos cofres dos EUA. Em contato com especialistas norte-americanos da área tributária, a CBF foi informada de que os jogadores terão que deixar no país-sede parte do que receberem pela participação nos jogos.
Já a própria CBF, assim como as outras confederações nacionais representadas na Copa, recebeu isenção sobre os valores que serão pagos pela Fifa. A participação mínima na competição, ou seja, a disputa na fase de grupos, vai render US$ 12,5 milhões à CBF, cerca de R$ 60,7 milhões. Caso o Brasil conquiste o hexa, a premiação será de US$ 50 milhões, o equivalente a R$ 253 milhões.
Em nota, a CBF informou que pretende repassar aos jogadores cerca de 70% do que for destinado pela Fifa à confederação. Essa parte do dinheiro deverá ser taxada pelos EUA. O valor do tributo será definido levando-se em consideração a relação diplomática entre o governo de Donald Trump e o governo do país beneficiado. Na avaliação da CBF, o imposto não deverá atingir uma porcentagem alta.
Para ajudar os atletas a prestar contas ao governo dos EUA, a CBF contratou os serviços de advogados tributaristas que deverão calcular os tributos. A confederação estuda ainda se os jogadores deverão pagar impostos sobre os salários recebidos de seus clubes enquanto estiverem nos EUA.
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