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Turismo corporativo supera R$ 11 bilhões em 2026

Faturamento do segmento cresce 7,4% e aviação lidera as receitas

Turismo corporativo supera R$ 11 bilhões em 2026
Viagens para eventos corporativos movimentam aéreo e hotelaria Crédito: Hermes Caruzo

O turismo corporativo acumulou R$ 11,07 bilhões em faturamento de janeiro a setembro de 2026, alta de 7,41% sobre o mesmo período do ano passado. O resultado é recorde para os nove primeiros meses do ano na série acompanhada pela Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) e evidencia o peso dos deslocamentos profissionais na movimentação de companhias aéreas, hotéis e outros serviços.

O levantamento considera as vendas das agências associadas à entidade, distribuídas em 11 segmentos, e não representa o mercado brasileiro de viagens de negócios, mas oferece um retrato relevante da atividade. Somente em setembro, o faturamento chegou a R$ 1,31 bilhão, crescimento de 1,74% na comparação anual.

A aviação concentra a maior parcela das receitas. No período, as vendas de passagens aéreas somaram R$ 6,64 bilhões, aproximadamente 60% do total, com avanço de 11%. A hotelaria, outro componente central das viagens de trabalho, movimentou R$ 3,27 bilhões, crescimento próximo de 3%. Juntos, os dois segmentos respondem pela maior parte dos valores registrados pela Abracorp.

Os números dimensionam a importância de reuniões, visitas técnicas, feiras e congressos para a cadeia produtiva do turismo. Além das passagens e hospedagens, os deslocamentos profissionais demandam transporte terrestre, alimentação e prestação de serviços nos destinos. Também contribuem para movimentar estabelecimentos fora dos períodos tradicionais de férias.

Setembro

O desempenho de setembro apresentou diferenças entre os segmentos. As vendas aéreas cresceram 6,4%, para R$ 794,8 milhões, enquanto a receita da hotelaria recuou 3,85%, para R$ 386,1 milhões. No conjunto das operações, houve queda de 5% nas transações e aumento de 7,1% no valor médio por operação. O recorte mensal, porém, não altera o avanço acumulado do ano.

O recorde chama atenção para a necessidade de ampliar a conectividade e aprimorar a infraestrutura dos destinos, condições importantes para atrair eventos, facilitar deslocamentos e sustentar a expansão do segmento.