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Turismo aéreo cresce e região Nordeste ganha mais espaço

Brasil supera 7 milhões de chegadas e fluxo aéreo sobe 9,7%

Turismo aéreo cresce e região Nordeste ganha mais espaço
Região Nordeste registra forte alta nas chegadas aéreas Crédito: MTur/Divulgação

O Brasil ultrapassou sete milhões de chegadas de turistas internacionais entre janeiro e setembro de 2026, segundo Embratur, Ministério do Turismo e Polícia Federal. O resultado mantém o país próximo do patamar alcançado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 7,1 milhões de visitantes. Os novos dados mostram diferenças importantes no ritmo de expansão entre os mercados emissores e os destinos brasileiros.

A entrada de estrangeiros por via aérea superou 4,9 milhões nos nove primeiros meses, alta de 9,7% em relação ao intervalo equivalente de 2025. O avanço indica maior movimento nos aeroportos, mesmo sem evidência, no balanço divulgado, de crescimento semelhante no total de chegadas por todas as vias.

O grande destaque é o Nordeste. No período, as chegadas aéreas de turistas internacionais cresceram 124,6% no Rio Grande do Norte, 88% em Alagoas, 65,2% em Pernambuco e 48% na Paraíba. Consideradas também as entradas terrestres e marítimas, a região registrou alta de 32,5%, a maior entre as cinco regiões do país. Os índices, porém, devem ser lidos com cautela: aumentos elevados podem refletir bases de comparação menores.

A origem dos visitantes também revela mudanças. Entre os mercados destacados pela Embratur, as chegadas aéreas da China cresceram 78%, seguidas por Colômbia (25,5%), México (22,8%), Peru (16,6%) e Canadá (13,5%). Os números indicam oportunidades de diversificação, embora não revelem, isoladamente, o peso de cada país no volume total de turistas recebidos.

Em setembro, o Brasil recebeu mais de 568 mil estrangeiros, o segundo melhor resultado para o mês na série iniciada em 2009. Em setembro de 2025, haviam sido 570,9 mil. A comparação mostra um fluxo elevado, mas recomenda distinguir estabilidade no total de chegadas do crescimento observado no setor.

Para Bruno Reis, presidente da Embratur, o turismo internacional gera negócios, trabalho e renda em diferentes regiões. O desafio, agora, é transformar o maior movimento em benefícios duradouros para os destinos, com conectividade, serviços e capacidade de receber visitantes ao longo do ano.