A temporada de cruzeiros marítimos 2026/2027 começa em 23 de outubro, com a entrada em operação do navio Buenavista, da companhia Corazul, e seguirá até 9 de abril de 2027. A programação brasileira contará com oito embarcações e oferta estimada em mais de 800 mil leitos, crescimento de aproximadamente 24% em relação ao ciclo anterior. Estão previstas cerca de 700 escalas ao longo do período.
A frota será formada pelo Buenavista, Costa Diadema, Costa Serena, MSC Divina, MSC Musica, MSC Seaview, MSC Splendida e MSC Virtuosa. Os roteiros incluem minicruzeiros e viagens de sete ou oito noites, com paradas em destinos brasileiros e cidades da Argentina e do Uruguai.
Sete portos receberão embarques e desembarques: Santos, Rio de Janeiro, Salvador, Maceió, Itajaí, Balneário Camboriú e Paranaguá. A retomada das operações regulares no terminal paranaense amplia as alternativas para os passageiros, enquanto Balneário Camboriú reforça sua participação na temporada.
O Rio de Janeiro permanece entre os principais destinos do setor nesta temporada. A previsão é de 125 escalas e capacidade superior a 316 mil leitos. Búzios também se destaca, com expectativa de mais de 400 mil visitas em 108 paradas. Angra dos Reis, Ilha Grande, Cabo Frio e Ilhabela estão entre os demais destinos contemplados pelos itinerários.
A movimentação dos navios transatlânticos beneficia diferentes segmentos da economia, como hotéis, restaurantes, transportadoras, guias turísticos, comércio e operadores de passeios. Nas cidades de embarque e desembarque, a permanência dos viajantes antes e depois das viagens também pode ampliar o consumo de serviços turísticos.
Estudo da Fundação Getulio Vargas, em parceria com a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil), aponta que o impacto econômico direto, indireto e induzido por passageiro na temporada 2025/2026 chegou a R$ 800,98 nas cidades de escala. Nos destinos de embarque e desembarque, o valor alcançou R$ 962,55.
Além dos oito navios dedicados às operações regulares, o Brasil deverá receber 28 embarcações internacionais de longo curso, pertencentes a 22 companhias, com mais de 200 escalas em 32 portos e pontos de parada, incluindo destinos da região amazônica.
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