A Azul vai ampliar a oferta de voos para Foz do Iguaçu, no Paraná, durante a alta temporada, entre 5 de dezembro de 2026 e 14 de fevereiro de 2027. A operação prevê duas rotas sazonais inéditas, ligando a cidade a Porto Alegre (RS) e Recife (PE), com 106 voos, nos dois sentidos, e 14,4 mil assentos. A ligação com a capital gaúcha terá 62 voos e 8,4 mil lugares; a de Recife, 44 voos e 6 mil assentos. Haverá reforço nas frequências já existentes a partir de Viracopos e Congonhas (SP), Curitiba (PR) e Confins (MG). Ao todo, estão previstas 148 operações adicionais para o destino paranaense. A conexão com Recife, um dos principais centros de distribuição de voos da Azul, abre possibilidades de acesso a outros 33 destinos nacionais e internacionais. No país, a companhia planeja cerca de 2,5 mil voos extras e 370 mil assentos adicionais para o verão, com 46,7% das operações concentradas no Nordeste.
Azul amplia voos para Foz do Iguaçu durante o verão
Catalunha traça estratégia turística até 2030
A Catalunha apresentou em São Paulo sua estratégia de turismo até 2030, com foco no retorno econômico das viagens e na distribuição dos visitantes pelo território. Em entrevista exclusiva à Coluna, a diretora global do Turismo da Catalunha, Arantxa Calvera, explicou a mudança em uma região com 20 milhões de turistas internacionais: "precisamos mudar de direção e passar do volume para o valor." A proposta inclui promover destinos menos conhecidos e administrar a pressão nos pontos mais visitados.
Muito além de Barcelona
A estratégia catalã para o turismo pretende estimular viagens a outras regiões e épocas do ano. Arantxa Calvera destaca os 580 quilômetros de litoral, os Pirineus, com atividades de natureza, aventura e neve, e as 12 regiões vinícolas. Entre elas estão Penedès, a 45 minutos de Barcelona, Priorat, conhecido pelos vinhos, Empordà, que combina gastronomia e o legado de Salvador Dalí, e Costers del Segre. Segundo a diretora global do Turismo da Catalunha, esses territórios têm capacidade de receber mais visitantes ao longo de todo o ano.
Brasileiros gastam mais na Catalunha
O mercado brasileiro ilustra a mudança de foco. Segundo Arantxa Calvera, o gasto médio dos turistas do Brasil cresceu 46% em 2025, chegando a 2,1 mil euros por pessoa, acima do aumento no número de visitantes. A estratégia considera o tempo de permanência e a distribuição das viagens pelo ano e entre regiões. A intenção é ampliar o impacto econômico das visitas por meio do consumo de experiências e serviços.
Falta notada
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, não compareceu à ABAV Expo em nenhum dos três dias de feira. Na abertura, esteve na Paraíba para a entrega de moradias do Minha Casa, Minha Vida. Também não participou dos debates nem visitou os pavilhões. A ausência chama atenção pela prioridade a agendas sem relação direta com sua pasta.
Pasta presente
Apesar da ausência de Gustavo Feliciano, o Ministério do Turismo teve representação na ABAV Expo. O secretário nacional de Políticas de Turismo, Augusto Lira da Rocha, representou o ministro na abertura. Patrocinadora oficial da feira, a pasta também integrou a programação com ações de sustentabilidade e planejamento turístico.
De volta à casa
Tradicional no calendário de eventos carioca, a ABAV Expo terá o Rio de Janeiro como sede fixa por seis edições consecutivas, de 2027 a 2032. Após passar por Ceará, Distrito Federal e São Paulo, além do próprio Rio, a feira fará uma pausa no formato itinerante adotado nos últimos anos. O retorno resulta de parceria com a Fecomércio RJ.
Catalunha no Brasil
A missão catalã no Brasil reuniu sete empresas e instituições, entre hotéis, operadores e espaços de cultura e compras. Em São Paulo, a programação incluiu encontros com profissionais do turismo, uma apresentação gastronômica do chef Oscar Bosch e uma ação ligada à exposição de Joan Miró na FAAP, parte do Ano do Turismo Cultural 2026.
Vida local
A estratégia traz medidas para administrar a pressão turística em Barcelona no verão. Arantxa cita limites à hospedagem, regras para locações de curta duração e ações para cruzeiros. Segundo a diretora, a taxa turística também financia eventos culturais, climatização de escolas e melhorias no transporte público, em benefício dos moradores.
Outra lógica
A Catalunha admite receber menos turistas, mas prioriza o crescimento sustentável, segundo Arantxa Calvera. O objetivo é distribuir visitas por regiões e épocas do ano e estimular estadias mais longas. A diretora diz que a pressão turística não é generalizada: concentra-se em locais e períodos específicos, como Barcelona no alto verão.
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