O turismo internacional no Brasil manteve ritmo forte nos sete primeiros meses de 2026 e se aproximou da marca de 6 milhões de visitantes estrangeiros. Entre janeiro e julho, 5,87 milhões de turistas entraram no país, o segundo maior resultado da série histórica para o período. O dado positivo, porém, revela uma mudança importante na composição desse fluxo: o transporte aéreo passou a sustentar boa parte do avanço.
Mais de 4 milhões de estrangeiros chegaram ao Brasil de avião, o equivalente a 68% do total e 12% acima do registrado no mesmo intervalo de 2025. Apenas em julho, 477,6 mil desembarcaram nos aeroportos nacionais, 77,8% de todas as entradas no mês. A expansão ajuda a compensar a redução de mercados tradicionalmente fortes por via terrestre e mostra maior diversificação das origens.
O movimento aparece com força em países como Colômbia, China, Peru, Canadá e México. A China foi o destaque, com alta de 64,5% no acumulado do ano. Em julho, o número de chineses mais que dobrou, passando de 7,5 mil para 16,8 mil. Colômbia avançou 33% e Peru, 18,8%. Na contramão, as chegadas aéreas de argentinos recuaram 15,2%, enquanto as de norte-americanos caíram 1,8%.
São Paulo segue como principal porta de entrada aérea, com 1,6 milhão de visitantes internacionais, mas o Rio de Janeiro encurtou a distância ao alcançar 1,5 milhão e crescer 14,4%. No Nordeste, os percentuais chamam atenção: Pernambuco recebeu 93 mil turistas pelo modal, avanço próximo de 79%, enquanto Rio Grande do Norte e Alagoas registraram altas de 129,1% e 89,5%.
Os números confirmam um momento favorável, mas também indicam onde está parte do desafio. Mais conectividade internacional, novas rotas e maior diversidade de mercados emissores reduzem a dependência de poucos países e ampliam a capacidade de crescimento.
O avanço é expressivo. Para um país com a dimensão e a variedade de destinos do Brasil, porém, a aproximação dos 6 milhões em sete meses deve ser vista também como ponto de partida para consolidar um fluxo internacional mais amplo, distribuído e permanente. O desafio agora é transformar o ritmo em escala e continuidade.
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