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Senado celebra 69 anos da Abrajet e valoriza o jornalismo de turismo

Senado celebra 69 anos da Abrajet e valoriza o jornalismo de turismo
Sessão solene no Senado reuniu jornalistas e autoridades Crédito: Ton Molina/Senado

A homenagem aos 69 anos da Abrajet (Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo), na sexta-feira (14), foi mais que uma celebração. A sessão solene colocou em evidência o papel do jornalismo de turismo no desenvolvimento do setor. A senadora Damares Alves lembrou que uma reportagem sobre a cidade paraense de Afuá, no Marajó, ajudou a mudar sua imagem e fortalecê-la como destino. O presidente da Abrajet, Luiz Pires, definiu a solenidade como reconhecimento ao trabalho de jornalistas em diferentes regiões e defendeu a informação responsável e o jornalismo especializado. A mensagem foi clara: uma reportagem pode revelar destinos, movimentar economias e mudar realidades. É por isso que o jornalismo de turismo merece ser valorizado — sem abrir mão do olhar crítico e da responsabilidade de informar.

 

Abrajet deve abraçar as causas do turismo

Abrajet deve abraçar as causas do turismo
Cláudio Magnavita destacou a missão da Abrajet no setor Crédito: Ton Molina/Senado

Presidente da Abrajet Nacional entre 2002 e 2010, Cláudio Magnavita levou à tribuna do Senado Federal uma defesa menos protocolar da entidade. Para o conselheiro do Conselho Nacional de Turismo, "a força da Abrajet está nas campanhas que abraça na defesa do turismo nacional". A frase define uma missão que vai além de promover destinos: identificar gargalos, enfrentar distorções e cobrar soluções para que o turismo entre, de fato, na ordem do dia e tenha o espaço que merece na agenda do país.

Recordes não dispensam cobrança no turismo

O turismo não precisa apenas de promoção. Precisa de imprensa. O Brasil vive uma fase de recordes, mas celebrar avanços não dispensa cobrança. Em 2025, o Brasil recebeu 9,2 milhões de turistas estrangeiros; o Chile, com território muito menor, superou 6 milhões. A comparação não reduz a conquista brasileira, mas expõe o potencial por explorar. Como defendeu Magnavita, o jornalismo especializado deve abraçar as causas do setor. Isso significa fiscalizar, cobrar infraestrutura e políticas públicas de Estado, e não de governo.

Abrajet: uma história que olha adiante

A caminho dos 70 anos, a Abrajet Nacional celebra uma história que ajudou a dar voz ao turismo brasileiro. No Senado, Luiz Pires lançou o Selo 70 anos e anunciou um prêmio nacional de reportagens sobre o setor. O próximo capítulo passa por preservar esse legado e, ao mesmo tempo, atrair novas gerações de jornalistas e incorporar novas linguagens. Renovar também é uma forma de manter viva essa história.

Aposta alta

O turismo mundial ultrapassou US$ 1 trilhão em investimentos em 2025, alta de 8,5%, segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo. EUA, China, Índia e Arábia Saudita responderam por quase metade do valor. O dado mostra que as grandes economias já tratam o setor como estratégico para crescimento, infraestrutura e empregos.

Além de Minas

Realizada nos dias 12 e 13 de agosto, em Belo Horizonte, a Travel Next Minas 2026 teve 7,8 mil participantes, alta de cerca de 10%. A feira reuniu 900 marcas e gerou R$ 102 milhões em negócios. Com agentes de viagens de mais de 18 estados e 24 expositores internacionais, a feira amplia sua projeção para além do mercado mineiro.

Contraste

Viajar de avião pesou mais no bolso em julho. As tarifas aéreas subiram 41,9% em um ano, segundo o IPCA/IBGE. Já as passagens de ônibus avançaram 5,1% no país e 3,2% no Nordeste, segundo o Índice Rodoviário ClickBus, calculado com a Fipe. A diferença entre os modais chama atenção no período de férias.

Novo capítulo

Após 19 meses de obras, o Copacabana Palace reabre em novembro o Edifício Piscina, de 1948, agora formado apenas por suítes. A ala terá 68 acomodações e integra uma renovação que inclui piscina redesenhada, novo bar, restaurante, boutique e cinco andares de bem-estar. O Copa entra, assim, em um novo ciclo de sua história viva

Alma brasileira

A renovação do Edifício Piscina aposta na identidade brasileira. As suítes reúnem móveis de Sérgio Rodrigues, obras de Ciro Fernandes, marchetaria amazônica de Maqueson Pereira, madeiras nacionais e pedras de várias regiões. Até os tapetes foram inspirados em imagens do Rio Juruá, no Acre. Luxo com sotaque e matéria-prima do Brasil.

Luxo renovado

O novo Edifício Piscina reposiciona o Copa no turismo de luxo: cinco andares de wellness, novo Bar do Copa, gastronomia renovada, boutique de artesanato e suítes a partir de cerca de R$ 6,5 mil por noite, mais impostos. Mais que uma reforma, é uma atualização de produto para manter o hotel competitivo sem romper com sua história.