Correio da Manhã
Turismo

Turismo de negócios avança além dos grandes centros

Mais cidades brasileiras entram na rota de eventos globais

Turismo de negócios avança além dos grandes centros
Segmento MICE vive momento de expansão no país e movimenta toda a cadeia Crédito: Hermes Caruzo

O turismo de negócios e eventos vive um momento de expansão no Brasil e passa por um processo de descentralização que amplia oportunidades para cidades além dos tradicionais polos de eventos. O movimento ajudou o país a registrar, em 2025, o maior número de eventos internacionais associativos de sua história: foram 276 encontros realizados, frente aos 234 de 2024, crescimento de quase 18%.

O avanço também aparece no ranking da International Congress and Convention Association (ICCA), principal referência mundial do segmento. Em apenas três anos, o Brasil saltou da 25ª para a 13ª posição entre os países que mais recebem eventos internacionais. Outro indicador reforça essa evolução: o número de cidades brasileiras presentes no levantamento passou de 26, em 2023, para 42 em 2025, refletindo a expansão da atividade para diferentes regiões.

O cenário vai além do eixo Rio-São Paulo. Fortaleza, Recife e João Pessoa ganharam espaço na captação de eventos internacionais, enquanto destinos como Bonito (MS), Campina Grande (PB), Bento Gonçalves (RS), Alto Paraíso (GO), Sorocaba (SP) e Rio Grande (RS) também passaram a integrar o circuito global.

A realização do Congresso da Associação Latino-Americana da Indústria de Eventos (COCAL), entre 1º e 3 de julho, em Fortaleza, simboliza esse movimento. O evento voltou ao Brasil após 11 anos e reuniu representantes do setor para discutir tendências e fortalecer a cooperação entre os países da região.

Segundo a Embratur, o resultado reflete a articulação com Convention & Visitors Bureaux e entidades ligadas ao turismo de negócios para ampliar a promoção internacional dos destinos brasileiros e diversificar a captação de eventos.

O segmento MICE — reuniões, incentivos, conferências e exposições — é considerado estratégico por movimentar hotéis, restaurantes, transportes e serviços especializados, além de atrair investimentos e ampliar a projeção internacional das cidades. Hoje, o Brasil ocupa a 10ª posição mundial no mercado de viagens corporativas, com movimentação anual estimada em US$ 30 bilhões, segundo a Global Business Travel Association (GBTA) e a Visa.