NFL

Rio terá esquema especial de segurança para jogo da NFL

Governo do Estado e Prefeitura se uniram para um esquema de segurança de nível de Copa do Mundo

Rio terá esquema especial de segurança para jogo da NFL
Jogo da NFL será realizado neste domingo (27), no Maracanã, com esquema de segurança prioritário, equivalente ao usado na final da Copa do Mundo Crédito: Marco Antonio Lima

A cinco dias da primeira partida da história da National Football League (NFL) no Rio de Janeiro, a cidade já respira o esporte americano. Com diversas ações da NFL espalhadas pela capital fluminense, o esporte, que segue crescendo no Brasil, vai lotar o Maracanã neste domingo (27), para o duelo entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys.

Após a bagunça que tomou conta do acesso de torcedores a grandes jogos na Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, o Rio de Janeiro tem a missão de mostrar novamente ao mundo que sabe sediar grandes eventos. Para isso, o Governo do Estado montou um esquema especial de segurança para a partida, pensando nos torcedores locais e nos turistas. A operação acontecerá entre os dias 21 e 28 de setembro e contará com atuação integrada das polícias Civil e Militar.

Pela Polícia Civil, 215 agentes serão mobilizados, com participação de unidades especializadas, inteligência e operações aéreas. No Maracanã, será instalada uma estrutura da 18ª DP para atendimento ao público, com atenção especial a mulheres, público LGBTQIAPN , pessoas com deficiência, crianças, idosos e turistas estrangeiros. A instituição também atuará no combate a fraudes relacionadas a ingressos e credenciamentos, falsificação de produtos e crimes contra o patrimônio.

A Polícia Militar empregará 360 agentes e 35 viaturas, com reforço no Maracanã, estações de metrô e trens, centros de treinamento, hotéis e locais de eventos que antecedem a partida. O planejamento inclui ainda a escolta das delegações desde o Aeroporto do Galeão até os hotéis.

O esquema de segurança contará com unidades especializadas, como o Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios, Batalhão Tático de Motociclistas, policiamento de turismo, controle de multidões, policiamento montado e ferroviário. As ações de tecnologia e monitoramento serão integradas ao Centro Integrado de Comando e Controle.

O plano operacional do Corpo de Bombeiros contará com 11 profissionais no local, além do apoio estratégico de duas unidades da região: os Quartéis Central e de Vila Isabel. Para atender possíveis emergências, duas viaturas ficarão de prontidão no Estádio Célio de Barros: uma de combate a incêndio e salvamento e outra especializada no atendimento a ocorrências com múltiplas vítimas. O monitoramento aéreo será feito por drones.

Todo esquema especial de segurança prevê, ainda, atuação de inteligência, monitoramento por imagens e reconhecimento facial, além de drones para apoio aéreo e varreduras preventivas do Esquadrão Antibombas.

Prefeitura defende o jogo no Rio

Nesta segunda-feira (21), no Centro de Operações e Resiliência, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, citou os motivos para o jogo ser na capital fluminense.

– Eu tenho certeza que a NFL vai trazer um ganho para a cidade do Rio de Janeiro imenso em termos de audiência, de turistas, de pessoas que vão visitar o Rio de Janeiro. Então, para nós, a conquista da NFL num contrato de 5 anos, com pelo menos três jogos acontecendo aqui no Rio de Janeiro ao longo dos próximos 5 anos — claro que eu vou tentar garantir que sejam os cinco jogos em 5 anos — é um bom exemplo. A gente fala do Carnaval, fala dos grandes shows em Copacabana com todo mundo no Rio, e estamos aqui falando da NFL. Há duas semanas era o Rock in Rio, neste final de semana é a Semana de Arte. Então, basta fazer conta: mais uma vez a gente faz o investimento aqui para ter a NFL no Rio de Janeiro, e certamente o retorno para a cidade vai ser muito maior do que o investimento. É assim com a Madonna, com a Lady Gaga, com a Shakira, é assim com o Carnaval, com o Rock in Rio, com a Semana de Arte... É muito importante a população ter a consciência disso, os cariocas sabem bem disso: é investimento. Investimento porque retorna para a cidade, retorna em forma de mídia, de publicidade, de pessoas falando bem da nossa cidade, visitando; em forma de serviço com hotelaria, restaurantes... E especialmente quem é que é beneficiado com isso? Os cariocas que trabalham nessas diversas cadeias de produção de eventos, que gera muito emprego - disse o prefeito.

Cavaliere aproveitou o momento para dar uma alfinetada em São Paulo, que sediou os dois jogos anteriores.

- Mais uma vez a gente vem aqui anunciar um grande evento, dessa vez conquistado em parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura do Rio, para a gente ter o evento que tem 99 das 100 maiores audiências da televisão nos Estados Unidos sendo sediado aqui no Rio de Janeiro, mostrando o Maracanã, o Rio, a nossa capacidade de realizar eventos. Eles me pediram para não provocar São Paulo, mas obviamente é irresistível. Com todo respeito a Itaquera, ter o jogo da NFL no Maracanã era tudo o que o Roger Goodell [comissário da NFL] sonhava. Então estamos aqui trazendo mais um grande evento para o Rio de Janeiro. Vai ser uma semana inteira com ativações, com eventos, com celebrações, festas até que a gente chegue no dia do jogo no domingo com a nossa grande festa - afirmou.

NFL no controle

Em meio a debates acalorados de gestores do Maracanã, incluindo o estado precário que o gramado se encontra, o prefeito do Rio fez questão de frisar que o consórcio não atuará na partida da NFL. A Liga Americana será a gestora do estádio durante o período da partida.

- Nesse domingo, o Maracanã vai estar sob administração e responsabilidade da NFL. É como se a gente estivesse num protocolo FIFA ou Conmebol. É uma final de Copa do Mundo, uma final de Libertadores sob administração da NFL - disse.

Ele também reforçou que os esquemas de estacionamentos que costumam ocorrer ao redor do estádio em dias de jogos não serão tolerados. Segundo ele, o transporte público, principalmente o metrô, será a melhor opção.

- Não tem jeitinho, não tem adaptação. É segurança internacional, forma de entrar e sair do estádio totalmente nos protocolos deles. Usem transporte público: metrô, metrô e metrô. Façam como se fosse numa final de Libertadores ou Copa do Mundo. Não adianta tentar 'ajudinha' de flanelinha ou portão, não vai acontecer. Olhem para a NFL como se fosse a FIFA do futebol americano - concluiu.