As frases "Ter fé na vida" e "Eu fico com a pureza da resposta das crianças", da música 'O Que É, o Que É?', expressam a essência do espetáculo infantil 'Rosa que Gira a Roda', que leva aos palcos a importância da fé e da coragem para enfrentar as dificuldades, ecoando vozes a partir das palavras que transmutam em potência e força.
Encenado pelo Grupo de Teatro Povo do Cafundó, é uma história que se passa na Vila Aurora, um local fictício, onde o mau humor congelou tudo, exceto Rosa, uma criança que usa a fé e a perseverança para mudar a própria realidade, que foi modificada pelos constantes acontecimentos ruins na sociedade que a rodeia. A peça convida o público à reflexão ao abordar a importância de superar a cultura da reclamação.
Na trama, ao ver a sua cidade inteira paralisada pela negatividade dos moradores, Rosa vira heroína.
"Ela acha que tudo é uma roda, que tudo acontece, que tem uma roda que gira o mundo, que, na verdade, o que seria? Seria a nossa fé, a nossa confiança e um meio da gente parar de reclamar, porque as pessoas reclamam por conta da reclamação, que todo mundo parou", explicou Cristiane Carvalho, atriz que interpreta a menina.
Além disso, o espetáculo conduz o espectador por uma imersão na cultura popular brasileira, na cidadania e na educação para a paz por meio do samba e das cirandas. Esse recorte é traduzido no figurino dos personagens, como relata a atriz e figurinista Flávia Miranda. "Quis fazer um espetáculo assim, leve, trazer cenários, é um espetáculo muito poético, o texto da Flávia é muito poético, esse universo lúdico, popular, então, assim, trabalhei com todos os personagens, busquei uma uniformidade, todos os personagens vestem tecido cru e têm um detalhe em chita em todos eles também. Por que a chita? Acho que a chita, também por ter muito do popular, é um tecido que normalmente você encontra vários florais, e esses florais eu fiz mais com referência à protagonista, que é a Rosinha."
Para Renan Miranda, que também atua na peça infantil, o espetáculo traz em sua essência a própria magia do teatro, renovando-se a cada temporada por meio de novos estudos e aprimoramentos.
"Estamos celebrando dez anos de trajetória. Recentemente, a montagem ganhou uma nova roupagem com a supervisão de Johan Idelfonso e o trabalho de maquiagem que confere mais corpo, movimento e estímulo à imaginação do público. Embora ambientada na fictícia Vila Aurora, paralisada pelo excesso de reclamações, a peça vai além, o texto toca profundamente os adultos ao abordar questões humanas universais, como perseverança, fé laica, autoconfiança e a crença no próprio potencial. Para o elenco, cada reencontro com o palco é recebido como um presente renovado e uma fonte de tremenda alegria", disse.
Apresentação
No dia 12 de setembro, o espetáculo, baseado na obra da autora Flávia Savary, vai estar no Teatro Imperial, às 16h. Os ingressos variam de R$ 20 a R$ 50.
O elenco é composto pelos atores: Christiane Carvalho, Lu de Oliveira, Renan Miranda, Pedro Reis e Vânia Moreira. Texto de Flávia Savary, direção de Simone Gonçalves e realização do Grupo Teatral Povo do Cafundó.
A apresentação marca 10 anos da peça, encenada pela companhia, que é conhecida por dar espaços a artistas, pois faz um intercâmbio entre as gerações que se conectam através da arte.
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