Planos dos presidenciáveis trazem propostas para Previdência, INSS e idosos
Medidas incluem reforma, combate a fraudes e ampliação do cuidado a idosos
Os planos de governo dos candidatos à Presidência apresentam propostas que vão de mudanças nas regras de aposentadoria à redução da fila do INSS, combate a fraudes e ampliação dos serviços destinados à população idosa. Os documentos também tratam de cuidados de longa duração e proteção social.
Romeu Zema (Novo) propõe uma nova reforma da Previdência, incluindo estados, municípios e os regimes rural e militar. O plano prevê um mecanismo para reajustar automaticamente a idade mínima de aposentadoria de acordo com a expectativa de vida da população e a sustentabilidade financeira do sistema.
Flávio Bolsonaro (PL) concentra parte das propostas no INSS. O plano promete investir em tecnologia, digitalizar processos e profissionalizar a gestão do instituto para reduzir o tempo de espera pela análise dos benefícios. Também prevê um pacote antifraude e mudanças na governança do crédito consignado, com mais controle e dupla checagem para impedir descontos não autorizados.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propõe ampliar a proteção previdenciária e criar formas de contribuição mais flexíveis para trabalhadores que alternam períodos de emprego e informalidade. Para trabalhadores de aplicativos, o plano prevê contribuição que dê acesso a aposentadoria e cobertura em casos de incapacidade temporária, acidentes e maternidade. O documento também defende a manutenção da política de valorização do salário mínimo, com reflexos sobre aposentadorias e o BPC.
Para os idosos, Lula prevê ampliar Centros-Dia, atendimento domiciliar e vagas públicas em instituições de longa permanência, além de expandir o Programa de Atenção Domiciliar ao Idoso e a capacitação de cuidadores.
Ronaldo Caiado (PSD) propõe uma política de envelhecimento ativo e cuidado de longa duração. O programa reúne atenção domiciliar, Centros-Dia, cuidadores, reabilitação e proteção contra violência e fraudes, além de prever formas de financiamento para esses serviços.
Flávio Bolsonaro também propõe o Casa Segura para Envelhecer, com subsídio para adaptações em residências de famílias de menor renda e ampliação de instituições de longa permanência.
No plano de Renan Santos (Missão), o BPC aparece no diagnóstico dos gastos assistenciais, mas não há proposta específica de reforma da Previdência. O programa de Augusto Cury (Avante) defende a proteção de idosos e vulneráveis, sem detalhar mudanças nas regras de aposentadoria ou no INSS.