MPF liga garimpo ilegal a facções criminosas na Amazônia
O Ministério Público Federal (MPF) alertou que o garimpo ilegal na Amazônia se tornou uma estrutura de macrocriminalidade ligada a facções armadas. Durante conferência da ONU em Viena, na Áustria, o órgão destacou que mais de 90% da área garimpada ilegalmente no Brasil está na Amazônia Legal. Segundo o MPF, o ouro é usado para lavagem de dinheiro e financiamento de redes de tráfico de drogas e armas. A instituição defende medidas para bloquear o acesso a mercúrio, combustível e maquinário, além de rastrear a origem do minério. O mercúrio contrabandeado contamina rios, peixes e populações indígenas. Estudo da Fiocruz apontou níveis severos de contaminação em 56% das mulheres e crianças Yanomami de Maturacá (AM). O MPF também pede cooperação internacional para combater o crime organizado e responsabilizar toda a cadeia criminosa.