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Senado aprova piso nacional para apoio da educação básica

Proposta estabelece remuneração mínima de 75% do piso do magistério

Por Raphaela Cordeiro

Projeto prevê vencimento inicial proporcional para formação de nível médio

Profissionais de apoio da educação básica pública poderão contar com um piso salarial nacional equivalente a 75% do valor pago aos professores. A proposta foi aprovada nesta terça-feira (3) pela Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado e prevê remuneração mínima de R$ 3.847,97 para trabalhadores com formação de nível médio e jornada de até 40 horas semanais. A medida contempla merendeiras, auxiliares de limpeza, secretários escolares e profissionais de manutenção. O texto segue agora para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

O Projeto de Lei 2.531/2021, de autoria da então deputada Rose Modesto (União-MS), estabelece que União, estados, Distrito Federal e municípios considerem o piso na definição do vencimento inicial dessas categorias. Para jornadas inferiores a 40 horas, o valor deverá ser proporcional. A referência corresponde a 75% do piso nacional do magistério, atualmente em R$ 5.130,63.

Relator da proposta, o senador Marcelo Castro (MDB-PI) apresentou parecer favorável e destacou a importância dos profissionais para o funcionamento das escolas. Segundo o relatório, a ausência de um parâmetro nacional contribui para desigualdades salariais entre as regiões e para a precarização das condições de trabalho, especialmente em municípios com menor capacidade de arrecadação.

Impacto financeiro
será avaliado

Durante a discussão, o senador Esperidião Amin (PP-SC) manifestou preocupação com os custos da implementação. Embora tenha concordado com o mérito, defendeu que o impacto financeiro seja avaliado pela CAE. Já o senador Izalci Lucas (PL-DF) apoiou a proposta e afirmou que será necessário buscar alternativas para viabilizar a medida. Paulo Paim (PT-RS) também defendeu a valorização dos trabalhadores.

A aprovação na Comissão de Educação representa uma etapa da tramitação, mas o piso ainda não está em vigor. O projeto precisa passar pela CAE e cumprir as demais etapas legislativas antes de eventual sanção. Se aprovado, estabelecerá uma referência nacional de vencimento inicial para trabalhadores que desempenham funções essenciais à rotina das escolas públicas.