Greve na Caixa continua após funcionários rejeitarem nova proposta
Empregados mantêm paralisação após nova rejeição ao acordo coletivo do banco
Os funcionários da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve após rejeitarem uma nova proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028. A decisão foi tomada em assembleias realizadas em todo o país e encerradas na segunda-feira (21).
Segundo a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), esta foi a terceira proposta recusada pelos empregados durante as negociações. A maioria dos estados votou pela continuidade da paralisação, iniciada em 10 de setembro.
Um dos principais pontos em discussão é o Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos empregados. Na proposta mais recente, o banco ampliou de 6,5% para 9% o limite de participação da Caixa no custeio do plano.
O texto previa ainda mensalidade única equivalente a 3,7% da remuneração para empregados, aposentados e pensionistas, além da preservação do modelo solidário e do pacto intergeracional. O teto anual de coparticipação seria reduzido para R$ 4,7 mil e o atendimento em pronto-socorro teria valor de R$ 120.
Na área econômica, a proposta previa reajuste pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescido de 0,6%, sobre salários, vantagens pessoais, funções de confiança e outras referências remuneratórias em 2026 e 2027. Para os benefícios, o reajuste previsto para este ano chegaria a 4,60%.
Também estavam previstas mudanças no Super Caixa, programa de remuneração dos empregados, além de alterações relacionadas às condições de trabalho, acompanhamento familiar, promoção por mérito e enquadramento de trabalhadores com deficiência.
A greve começou depois que funcionários rejeitaram a primeira proposta apresentada para o novo acordo. Em 128 bases sindicais houve recusa do texto, sendo que 93 aprovaram a paralisação por tempo indeterminado.
As negociações foram retomadas durante a greve. Em 16 de setembro, representantes da Caixa e das entidades dos trabalhadores voltaram à mesa em São Paulo. O banco apresentou mudanças no Saúde Caixa, no Super Caixa e em outros pontos do acordo.
Com a nova rejeição, a paralisação continua enquanto representantes dos empregados e a direção da Caixa discutem os termos para a renovação do ACT.