CORREIO econômico

Brasil tem 2 milhões de pessoas que trabalham por meio de app

Brasil tem 2 milhões de pessoas que trabalham por meio de app
Rendimento-hora é 12% menor que o dos 'não plataformizados' Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Cerca de 2 milhões de pessoas trabalharam por meio de aplicativos (apps) no país em 2025. A imensa maioria deles por conta própria, com jornadas semanais mais longas que os demais ocupados no setor privado e ganhando menos por hora trabalhada. A constatação faz parte de uma edição sobre trabalho por meio de plataformas digitais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (4) pelo IBGE.

O IBGE buscou informações de pessoas com 14 anos ou mais que utilizam os aplicativos para realizar serviços de transporte e entregas. O instituto classifica esses trabalhadores como "plataformizados". A pesquisa revela que o contingente de 1,959 milhão de trabalhadores por apps representavam 1,9% do total de ocupados no país.

 

Motociclistas de app têm déficit previdenciário

Motociclistas de app têm déficit previdenciário
Na categoria como um todo, 31% contam com previdência Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Brasil tem cerca de 405 mil pessoas que trabalham como motociclistas de aplicativos, como os de transporte de passageiros e entrega de comida e produtos. Desses, apenas 79 mil têm cobertura previdenciária, o que representa 19,4%, equivalente a um em cada cinco. Para efeito de comparação, quando se leva em conta todas as pessoas ocupadas no setor privado no país, o índice de cobertura previdenciária é de 62,4%. Considerando todos os motociclistas do país, plataformizados ou não, o índice de cobertura é 31%.

IBGE disponibiliza mapas‑múndi recentes

O IBGE liberou no Dia da Independência do Brasil, no site de sua loja, o acesso aos mapas-múndi do Brasil lançados de 2024 a 2026. A versão mais recente foi aprovada globalmente, na última sexta-feira (4), na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).

A reunião é a oportunidade para que chefes de Estado e governo dos Estados-membros debatam tópicos mundiais e proponham deliberações que, embora não tenham força de lei, são dotadas de relevante carga política.

164 países favoráveis à mudança

No caso dos mapas-múndi, a votação foi encerrada com 164 países favoráveis à mudança e utilização da projeção Equal Earth, que se aproxima dos mapas disseminados pelo IBGE.

Seis abstenções foram registradas. Embora somente agora a pauta tenha ganhado destaque na assembleia, a reivindicação por uma representação mais fidedigna à realidade, com proporções corretas, é antiga.

Alta das exportações I

No mês em que entraram em vigor as novas tarifas do governo Donald Trump, a alta dos preços médios ajudou a sustentar o crescimento das vendas brasileiras aos Estados Unidos. As exportações somaram US$ 3,190 bilhões no mês, alta de 12,1% em relação a agosto de 2025, quando totalizaram US$ 2,845 bilhões.

Alta das exportações II

Segundo o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Herlon Brandão, o aumento foi determinado pela valorização dos produtos vendidos aos EUA. Entre os produtos que mais contribuíram estão aeronaves e outros equipamentos

Cota chinesa I

As exportações de carne bovina recuaram 27,1% em volume em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo a balança comercial divulgados na sexta, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Em valor, a queda foi de 19,7%, com US$ 1,2 bilhão exportado no mês, ante US$ 1,5 bilhão um ano antes.

Cota chinesa II

A retração está relacionada ao atingimento da cota de compras externas estabelecida pela China. O país limita a 1,106 milhão de toneladas o volume de carne que pode entrar sem a aplicação de uma taxa adicional de 55%. O Ministério do Comércio da China comunicou ao Brasil, em 10 de agosto, que a utilização da cota havia chegado a 90%.

Beauty Fair I

Corredores lotados, estandes movimentados e interesse pelas novidades marcaram o segundo dia da Beauty Fair, em São Paulo. Entre lançamentos, demonstrações e rodadas de negócios, donos de pequenos negócios aproveitaram a maior feira de beleza da América Latina para conhecer tendências e apresentar seus produtos.

Beauty Fair II

Vinte marcas selecionadas pelo Sebrae participaram de rodadas internacionais. "É uma oportunidade de conversar com compradores e entender melhor o que o consumidor está procurando", afirma Consuelo Mello, gestora nacional de Beleza e Bem-Estar do Sebrae. Segundo ela, os encontros ajudam os empreendedores a identificar preferências.