BID amplia para US$ 4 bi o fundo para segurança na América Latina
06 de agosto de 202600:03Redação
O anúncio foi feito na quarta-feira, em BrasíliaCrédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A demanda dos países da América Latina e do Caribe por recursos para segurança pública surpreendeu o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), levando-o a ampliar de US$ 2,5 bilhões para US$ 4 bilhões o volume de financiamento destinado a projetos de combate à violência e ao crime organizado entre 2026 e 2028.O anúncio foi feito na quarta (5), durante a abertura da Cúpula da Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento, no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília.
Segundo o presidente do BID, Ilan Goldfajn, quase 60% das metas previstas para três anos da iniciativa já foram alcançadas em apenas um ano. Ele atribuiu a ampliação dos recursos à forte demanda dos países da região, onde a segurança pública se tornou uma das principais preocupações dos governos.
Acordo entre BID e Brasil
O acordo prevê até R$ 5 bilhões em recursosCrédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Durante o encontro, o BID e o governo brasileiro assinaram um memorando de entendimento para ampliar a cooperação no enfrentamento ao crime organizado. O acordo prevê até R$ 5 bilhões em recursos para apoio técnico e financeiro ao Programa Brasil contra o Crime Organizado.
Os investimentos serão direcionados à qualificação da investigação de homicídios, fortalecimento da segurança nos presídios, combate financeiro às organizações criminosas e enfrentamento ao tráfico de armas, munições e explosivos.
6º Relatório de Transparência Salarial
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informa que até o dia 31 de agosto os empregadores com 100 ou mais empregados deverão atualizar, no do Portal Emprega Brasil, as informações sobre critérios remuneratórios, ações voltadas à promoção da diversidade e iniciativas de apoio à família e à parentalidade. As informações prestadas serão utilizadas na elaboração do 6º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, documento semestral obrigatório previsto na Lei nº 14.611/2023.
Descarbonização do transporte marítimo
A regulamentação internacional da descarbonização do transporte marítimo, em discussão na Organização Marítima Internacional, representa uma oportunidade estratégica para o Brasil fortalecer sua competitividade e consolidar o protagonismo na transição energética global. O assunto foi tema do Diálogo sobre a Descarbonização do Transporte Marítimo, Competitividade e Sustentabilidade da Indústria Brasileira.
Selic baixa para 14% I
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu nesta quarta-feira (5) em 0,25 ponto percentual a Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, que passará de 14,25% para 14% ao ano. Esta é a quarta vez consecutiva que o comitê reduz os juros. A decisão foi tomada na sede do BC, em Brasília.
Selic baixa para 14% II
O BC utiliza a Selic, os juros básicos da economia, como um instrumento para reduzir o ritmo da atividade econômica e, com isso, tentar controlar a inflação. Quando o juro sobe ou fica alto por muito tempo, o crédito encarece, ficando mais caro para quem compra no cartão, nas parcelas de produtos e no financiamento de imóveis.
Estímulo econômico
Quando há de cisão pela redução da taxa selic, a expectativa é de estímulo para a economia e de um menor risco de descontrole nos preços.
De acordo com a instituição, o novo ajuste gradual de menos 0,25 ponto é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta do próximo período.
BC aponta indefinição
"Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego", informou o BC, em nota. Sobre o ambiente externo, o BC voltou a apontar o cenário de indefinição acerca dos conflitos armados.
Cenário doméstico
"Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities", disse o órgão. Já em relação ao cenário doméstico, o BC reforçou que o conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião "sugere uma moderação gradual da atividade econômica".
IPCA‑15
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,06% em julho, ficando 0,35 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de junho (0,41%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,51% e, em 12 meses, de 4,52%, abaixo dos 4,80% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, o IPCA-15 foi de 0,33%.
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