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Com novas regras do BC, registros de fraudes financeiras crescem 10%

Com novas regras do BC, registros de fraudes financeiras crescem 10%
Mais de 9 milhões de tentativas são notificados em seis meses Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil

O número de indícios de fraudes financeiras no Brasil cresceu 10,26% nos seis primeiros meses de 2026, totalizando mais de 9 milhões de ocorrências entre casos suspeitos e confirmados. No segundo semestre do ano passado, houve 8,26 milhões de registros.

Segundo levantamento da Quod, datatech especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito, o avanço reflete principalmente o fortalecimento dos mecanismos de detecção após a implementação da Resolução 501 do Banco Central (BC), que ampliou o compartilhamento de informações entre instituições financeiras para combater golpes. Pelos critérios da Quod, os indícios representam tanto as suspeitas como as consumações de golpes. O estudo foi elaborado a partir dos dados do Registro Unificado de Fraudes (Rufra).

 

Atividade econômica cresceu 0,1% em maio

Atividade econômica cresceu 0,1% em maio
No acumulado de 12 meses, aumento é de 1,4%, informou BC Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,1% em maio na comparação com abril de 2026. O resultado considera o ajuste sazonal. Nos últimos 12 meses, o indicador avançou 1,4% e tendo como base o trimestre, o crescimento ficou em 0,7%.

Os números foram divulgados na sexta-feira (17) pelo Banco Central. Segundo a autoridade monetária, o IBC-Br é um indicador complementar ao Produto Interno Bruto (PIB - soma de todos os bens e serviços produzidos no país).

País não deixará de negociar tarifas, diz Durigan

O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na sexta, em São Paulo, que o governo brasileiro estuda medidas de reciprocidade em relação à taxação imposta pelos Estados Unidos ao Brasil na quinta. "Não cabe falar em retaliação, essa é uma palavra que está fora do nosso escopo. Com o que a gente trabalha: o Congresso Nacional aprovou por unanimidade uma lei que protege os interesses nacionais oferecendo um procedimento próprio para ser utilizado em casos de ataque injustificado ou unilateral de outros países", disse.

Economia estável e numa boa trajetória

Segundo Durigan, seu papel é o de garantir que a economia siga estável e numa boa trajetória. "Estamos avaliando [junto com os empresários] com cautela o processo de reciprocidade que o Congresso nos ofereceu para que a gente leve ao presidente. Isso não está sendo feito de maneira açodada, portanto não cabe falar em retaliação e a reciprocidade tem sido avaliada para ser usada na medida e no tempo correto".

China, Europa e Índia I

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, Laudemir Müller. apontou que o aumento das exportações no primeiro semestre deste ano, considerando apenas China, Europa e Índia, superaram em seis vezes a queda das vendas para os Estados Unidos: R$ 16,1 bilhões, contra RS 2,6 bilhões, respectivamente.

China, Europa e Índia II

Müller falou à imprensa na sexta-feira (17), quando anunciou um pacote de R$ R$ 130 milhões, a ser iniciado em agosto, para apoiar as empresas brasileiras a diversificarem os destinos para suas vendas ao exterior e reduzir os impactos das tarifas estadunidenses recém-impostas pela administração Donald Trump.

Dólar sobe para R$ 5,11 I

O dólar fechou em leve alta frente ao real, o Ibovespa interrompeu uma sequência de três semanas de ganhos e o petróleo disparou quase 5% nesta sexta-feira (17), em um dia marcado pela escalada do conflito no Oriente Médio. O pessimismo com empresas de inteligência artificial também influenciou as negociações em todo o planeta.

Dólar sobe para R$ 5,11 II

O avanço das cotações do petróleo amenizou as perdas da moeda brasileira e sustentou ações da Petrobras, mas foi insuficiente para impedir a queda da bolsa brasileira. O dólar acompanhou o fortalecimento da moeda estadunidense diante das divisas de países emergentes em uma sessão dominada pela aversão ao risco.

SP e SC afetados I

São Paulo e Santa Catarina concentram 52% do impacto do mais recente tarifaço anunciado pelos EUA contra o Brasil. Dos US$ 7,4 bilhões em vendas afetadas pelas tarifas de 25%, US$ 3 bilhões têm origem em São Paulo. O estado economicamente mais forte do país concentra, sozinho, 41,6% do total do valor das exportações afetadas.

SP e SC afetados II

Isso representa 20% de exportações paulistas aos EUA. Considerando o total das exportações afetadas, Santa Catarina tem uma situação mais crítica, com 68% das exportações aos EUA afetadas. Os dados são da Agência Brasileira para Promoção de Exportações e Investimentos, ligada ao Ministério de Desenvolvimento, Comércio e Indústria.