Indústria brasileira repudia taxação dos EUA sobre o Brasil
17 de julho de 202600:03POR xxxxxxx
Decisão é prejudicial por reduzir competividade brasileira, diz FiespCrédito: Tomaz Silva/Agência Brasil
O governo dos Estados Unidos anunciou na madrugada (horário de Brasília) desta quinta-feira (16) a nova taxação de 25% sobre produtos brasileiros e as entidades que representam vários setores da indústria brasileira reagiram fortemente à medida determinada pelo presidente Donald Trump.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), divulgou comunicado no qual "lamenta com profunda preocupação a aplicação de uma sobretaxa às exportações de produtos brasileiros ao mercado norte-americano".
"A decisão é especialmente prejudicial por se limitar de forma unilateral ao Brasil, o que reduz significativamente a competitividade do país perante concorrentes globais", diz a Fiesp. A entidade reafirmou também o "seu compromisso com a diplomacia empresarial".
Federação das Indústrias do Estado de MG
Fiemg reforçou a importância do diálogo e da cooperaçãoCrédito: Isis Grazielle/ FIEMG
Quem também se manifestou sobre a taxação norte-americana sobre a economia brasileira foi a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). "A Fiemg manifesta profunda preocupação com o recente aumento das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros". Em sua manifestação, a Fiemg reforçou a "importância do diálogo e da cooperação entre os países, especialmente em um momento em que se exige serenidade e responsabilidade nas relações comerciais internacionais".
Confederação Nacional das Indústrias
Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), também criticou a aplicação de taxas contra o Brasil, determinada pelo governo dos EUA. "Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro trimestre", afirmou Alban. "Diante do anúncio, o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira", acrescentou.
Sobretaxa foi divulgada na madrugada de quinta
O governo dos Estados Unidos anunciou uma sobretaxa de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil para aquele país, na madrugada de quinta-feira, horário de Brasília. A decisão entra em vigor a partir de 22 de julho. Ela vai incidir sobre produtos que não estão na lista de exceção.
Ficaram de fora produtos como café, suco de laranja, carne bovina, aeronaves, entre outros.
Cadastros de CNPJ's I
O Colegiado da Comissão de Valores Mobiliários aprovou, em reunião realizada na última terça (14), Acordo de Cooperação Técnica com a União, representada pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, órgão do Ministério da Fazenda. O acordo tem como finalidade a integração dos procedimentos de cadastro.
Cadastros de CNPJ's II
Otto Lobo, Presidente da CVM., comentou: "Ao promover a integração dos procedimentos relacionados ao CNPJ e ampliar o intercâmbio de informações cadastrais, a iniciativa contribui para tornar os serviços mais ágeis, eficientes e seguros, beneficiando tanto as entidades registradas na CVM quanto a administração pública."
Sonegação e calote I
O estudo Quem Financia a Previdência Social? Evidências Setoriais e Distributivas das Lacunas Tributárias no Brasil , elaborado por auditores da Receita Federal do Brasil (RFB) aponta que 56% do potencial de arrecadação da Previdência Social não é recolhido em razão de benefícios tributários, sonegação, inadimplência e litígios.
Sonegação e calote II
Imunidades constitucionais, regimes especiais, como o Microempreendedor Individual, e outros tratamentos tributários previstos na legislação correspondem a R$ 28 de diferença. A sonegação responde por R$ 22, enquanto as contestações de cobrança e valores, mas não pagos, somam R$ 6. Os dados se referem ao ano-base de 2019.
Prisma Fiscal I
A mediana das projeções do Prisma Fiscal para o déficit primário do governo central em 2026 passou de R$ 59,016 bilhões, em junho, para R$ 58,077 bilhões, em julho. Na projeção para 2027, o valor passou de R$ 54,715 bilhões para R$ 53,878 bilhões no mesmo período. Os dados foram divulgados na terça pela Fazenda.
Prisma Fiscal II
A estimativa para a arrecadação das receitas federais em 2026 passou de R$ 3,156 para R$ 3,175 trilhões entre junho e julho. No caso de 2027, a mediana variou de R$ 3,350 trilhões para R$ 3,374 trilhões. Em relação à receita líquida do governo central, o valor previsto para 2026 foi de R$ 2,555 trilhões, em junho, R$ 2,566 trilhões, em julho.
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