Correio da Manhã
CORREIO ECONÔMICO

Indústria cresce 0,7% em abril, quarto mês seguido de avanço

Indústria cresce 0,7% em abril, quarto mês seguido de avanço
Dados foram divulgados pelo IBGE Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

A produção industrial brasileira teve alta de 0,7% em abril de 2026 frente a março de 2026, na série com ajuste sazonal, quarto mês seguido de aumento, acumulando 4,4% de avanço neste período.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quarta-feira (3), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, a indústria está 4,7% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas registra 12,9% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011.

A indústria brasileira acumula crescimento de 1,7% nos quatro primeiros meses de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior.

 

14 ramos industrias obtiveram avanço

De março para abril, duas das quatro grandes categorias econômicas e 14 dos 25 ramos industriais avançaram na produção. As influências mais significativas vieram de indústrias extrativas (3,1%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,1%), ambas crescendo pelo quinto mê. "As pressões positivas mais relevantes vieram de óleos brutos de petróleo, gás natural e minério de ferro", explicou o gerente da PIM, André Macedo.

Venda de veículos novos no país sobe

Venda de veículos novos no país sobe
Foram comercializadas mais de 2,2 milhões de unidades Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil

Nos primeiros cinco meses do ano, foram vendidos 2.226.984 veículos novos, a segunda maior quantidade já registrada para o período desde 2011.

O resultado foi 15,3% superior às vendas de igual período de 2025. Os dados, divulgados nesta terça-feira (2), são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

A entidade leva em conta as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários novos.

Presidente da Fenabrave avalia setor

"O setor segue em trajetória positiva e demonstra o resultado dos programas como Carro Sustentável e Move Brasil. A demanda permanece consistente e responde a incentivos que reduzem preços e taxas de juros para financiamentos, uma vez que o nosso setor é extremamente dependente de crédito, renda, confiança do consumidor", disse o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior.

Sem negociação I

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na terça que o Pix está fora de qualquer mesa de negociação sobre a proposta de taxação em 25% anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, na segunda. "Não está em nenhum momento em questão para debate".

Sem negociação II

O ministro listou quais características do meio de pagamento atraem o interesse de países europeus e latino-americanos. "Porque é gratuito, intuitivo, as pessoas o usam com muita facilidade. Mas interesses privados, interesses particulares se sentem contrários com essa universalização", afirmou.

Febraban I

A Federação Brasileira de Bancos defendeu o Pix após o sistema de pagamentos instantâneos ser alvo de críticas do governo dos Estados Unidos. Em nota, a entidade afirmou que as conclusões do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos foram baseadas em informações incompletas.

Febraban II

A manifestação acontece após a divulgação dos resultados de uma investigação comercial conduzida pelo órgão americano, que aponta o Pix como um dos fatores que poderiam dificultar a concorrência de empresas dos Estados Unidos dentro do mercado brasileiro.

A Febraban ressaltou que o Pix não tem fins comerciais

Bolsa e dólar I

A bolsa brasileira fechou em alta, e o dólar recuou nesta terça-feira (2), mesmo em meio ao aumento da tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos.

O Ibovespa avançou 1,16%, aos 174.197 pontos, enquanto a moeda americana caiu 0,24%, encerrando o dia cotada a R$ 5,009.

Bolsa e dólar II

O desempenho dos ativos brasileiros ocorreu apesar da proposta do Escritório do Representante Comercial dos EUA de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 15 de julho. A medida integra uma investigação sobre supostas práticas comerciais consideradas desleais pelos americanos.