Economia

Cresce o número de empreendedores com CNPJ

Cresce o número de empreendedores com CNPJ
Proporção ocupada por conta própria com CNPJ saltou de 15,0% Crédito: Reprodução

A proporção da população ocupada por conta própria com CNPJ saltou de 15,0%, em 2012, para o seu ápice histórico de 27,1%, em 2025. Pela primeira vez na série histórica, mais da metade (50,8%) dos trabalhadores por conta própria com nível superior tinham registro formal. Juntos, empregadores e trabalhadores por conta própria com CNPJ têm maior percentual da série histórica: 35,0%. Ter CNPJ faz o empreendedor contribuir para a Previdência, o que aumenta a proteção social.

As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (23/9), no módulo Características adicionais do mercado de trabalho da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

Os dados mostram também que, em 2025, o nível de ocupação no País ficou estimado em 59,1%, o maior da série histórica iniciada em 2012. A proporção se dá após a população ocupada atingir sua maior estimativa, com 103,0 milhões de pessoas, um crescimento de 1,7% em relação a 2024. Além disso, a população em idade para trabalhar aumentou 0,8%, com 174,1 milhões de pessoas.

O nível de instrução atua como um fator determinante e diretamente proporcional à taxa de cobertura no CNPJ, tanto para os trabalhadores por conta própria quanto para os empregadores.

O ano de 2025 registrou que, pela primeira vez na série histórica, mais da metade (50,8%) dos trabalhadores por conta própria com nível superior tinham registro formal, enquanto os sem instrução ou fundamental incompleto registraram apenas 11,1%. Por outro lado, entre os empregadores com superior completo, 91,8% tinham CNPJ.

Serviços e Comércio responderam por dois terços da força de trabalho independente

Os grupamentos de Serviços e de Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas foram os que tiveram maior concentração de empregadores e trabalhadores por conta própria. O setor de Serviços manteve o maior contingente, com 14,0 milhões de ocupados, o equivalente a 45,7% do total nacional.

O Comércio consolidou-se como a segunda maior atividade em absorção de mão de obra, com 6,4 milhões de trabalhadores (20,9%), seguido pela Construção (12,8%), Agricultura (12,0%) e pela Indústria geral, que apresentou a menor participação na estrutura ocupacional dessas categorias, registrando 8,5% (2,6 milhões de pessoas).