Foz do Amazonas

Petrobras encontra petróleo na Foz do Amazonas: nova era de energia

Descoberta no poço Morpho, a 175 km do Amapá, marca avanço histórico na Margem Equatorial e reforça estratégia de segurança energética do país

Petrobras encontra petróleo na Foz do Amazonas: nova era de energia
Plataforma da Petrobras Crédito: Portos Rio

A Petrobras confirmou nesta sexta-feira (14) uma descoberta que pode redesenhar o mapa energético do Brasil. Em operação exploratória na bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, a estatal detectou a presença de hidrocarbonetos — indícios claros de petróleo ou gás natural — em um poço batizado de Morpho.

A operação ocorre em águas ultraprofundas, a cerca de 175 quilômetros da costa amapaense. Segundo dados técnicos, o ponto de perfuração atinge uma lâmina d’água de 2.886 metros. A confirmação veio após análises rigorosas de perfis elétricos e amostras de rocha, técnicas que garantem a precisão geológica antes da fase de extração.

Em nota, a Petrobras garantiu que as atividades prosseguem com foco na segurança operacional e no rigoroso cumprimento das normas ambientais. O próximo passo é crucial: a estatal agora inicia uma nova etapa de estudos para medir o volume total do reservatório e determinar a viabilidade comercial da exploração.

Margem Equatorial: a "nova fronteira"

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, celebrou o feito, destacando que o achado valida a aposta da companhia na Margem Equatorial. "Nosso otimismo se confirma. Estamos comprometidos com a recomposição das nossas reservas e com a soberania energética nacional", afirmou a executiva.

O setor também reagiu positivamente. O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) classificou o achado como um divisor de águas, não apenas pela descoberta em si, mas por abrir uma nova fronteira estratégica no extremo norte do Brasil.

Investimentos bilionários até 2030

A descoberta no bloco FZA-M-59, arrematado pela estatal em 2013, é apenas a ponta do iceberg. O plano estratégico da Petrobras para o período de 2026-2030 prevê a perfuração de outros 15 poços na região.

Com um aporte projetado de US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 13 bilhões), a empresa quer transformar o litoral entre o Amapá e o Rio Grande do Norte no motor de crescimento da produção brasileira nos próximos anos.