Taxa de desemprego IBGE 2026

Desemprego cai a 5,4% no 2° trimestre de 2026, aponta IBGE

Com recuo em 13 estados, taxa nacional atinge menor patamar do período, mas disparidades regionais, de gênero e raça continuam no radar do mercado de trabalho

Desemprego cai a 5,4% no 2° trimestre de 2026, aponta IBGE
As quedas mais intensas do trimestre ocorreram no Rio Grande do Norte (-1,9 p.p.), Paraíba (-1,6 p.p.) e Acre (-1,6 p.p.) Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O mercado de trabalho brasileiro registrou um fôlego importante no segundo trimestre de 2026. Divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Pnad Contínua Trimestral revelou que a taxa de desemprego no país recuou para 5,4%. O resultado mostra melhora tanto na comparação com o primeiro trimestre deste ano (6,1%) quanto frente ao mesmo período de 2025 (5,8%), com quedas expressivas do indicador em 13 estados.

As disparidades regionais, contudo, continuam marcando o cenário nacional. De acordo com William Kratochwill, analista do IBGE, fatores estruturais como industrialização, escolaridade e dinamismo econômico explicam o abismo entre os extremos do país. Enquanto Santa Catarina registrou a menor taxa de desocupação do Brasil, com apenas 2,1% — acompanhada por Mato Grosso (2,2%) e Espírito Santo (2,3%) —, o Amapá liderou o ranking negativo com 9,8%, seguido por Bahia (9,1%) e Pernambuco (8,3%). As quedas mais intensas do trimestre ocorreram no Rio Grande do Norte (-1,9 p.p.), Paraíba (-1,6 p.p.) e Acre (-1,6 p.p.).

Desigualdades estruturais persistem

Apesar do recuo generalizado, o panorama do emprego no Brasil escancara desigualdades históricas de gênero, cor e escolaridade:

  • Gênero: As mulheres continuam enfrentando maior dificuldade de inserção, com taxa de desocupação de 6,4%, contra 4,6% entre os homens.
  • Raça: O desemprego entre a população branca ficou abaixo da média nacional, em 4,2%, enquanto disparou para 6,9% entre os pretos e 6,1% entre os pardos.
  • Escolaridade: A falta de instrução segue como barreira central. A maior taxa de desocupação foi observada entre pessoas com o ensino médio incompleto (9,0%), despencando para 3,0% entre aqueles com ensino superior completo.

Formalidade e informalidade pelo país

O grau de formalização da economia também apresenta realidades distintas. No Brasil, 74,4% dos empregados do setor privado tinham carteira assinada no segundo trimestre. Santa Catarina liderou a formalidade (86,7%), enquanto o Maranhão registrou o menor índice (53,6%).

Em contrapartida, a taxa de informalidade do país fechou em 37,4% da população ocupada. O Maranhão liderou o ranking da informalidade com 56,9%, seguido por Pará (55,9%) e Amazonas (51,7%). Na ponta oposta, além de Santa Catarina (25,4%), o Distrito Federal (28,7%) e o Mato Grosso do Sul (29,2%) apresentaram os menores índices de trabalhadores na informalidade.