O fortalecimento do empreendedorismo entre pessoas com mais de 60 anos ganhará um novo espaço especial durante a Feira do Empreendedor do Maranhão 2026. No dia 16 de agosto, São Luís receberá o Sebrae Futuridade 60 , iniciativa do Sebrae Nacional que percorrerá as cinco regiões brasileiras para promover debates, capacitações e conexões voltadas à população com mais de 60 anos.
No encontro, especialistas, empreendedores e representantes de instituições vão discutir os principais desafios enfrentados por esse público, compartilhar experiências e apresentar oportunidades para a criação, a inovação e o fortalecimento de pequenos negócios.
Para a gestora da pauta no Sebrae, Gilvany Isaac, o Sebrae Futuridade contribui para ampliar a participação das pessoas com mais de 60 anos no ambiente de negócios. Segundo ela, o Encontro Regional Nordeste Sebrae Futuridade 60 reunirá pessoas que transformam experiência em oportunidade, conhecimento em empreendimento e propósito em realização.
"É um público engajado, disposto a aprender, inovar e continuar contribuindo para a economia e a sociedade. Mais do que um evento, o Encontro Regional é um espaço de conexão, inspiração e fortalecimento de redes de apoio. A iniciativa mostra que empreender após os 60 anos vai além da geração de renda: é também um caminho para a autonomia, o pertencimento e a qualidade de vida", Gilvany Isaac, gestora do Sebrae Futuridade.
Além da programação de palestras, painéis e debates do Sebrae Futuridade 60 , a feira do empreendedor contará com um espaço dedicado à diversidade e à inclusão. O ambiente reunirá 30 expositores, entre mulheres, pessoas com mais de 60 anos, integrantes da comunidade LGBTQIA , indígenas e quilombolas.
Entre os participantes está Dona Ludô, idealizadora do Quilombás. O projeto reúne mulheres quilombolas do Maranhão que transformam o babaçu e outras fibras naturais em artesanato, gerando renda, fortalecendo a cultura local e preservando conhecimentos passados de geração em geração. Para Ludô, empreender também é aprender todos os dias com a comunidade.
"O artesanato, para mim, hoje é fundamental. Ele conta a minha história, e eu descubro cada vez mais a minha ancestralidade. Compartilhar isso é muito importante (…) monetizar todo esse trabalho é um sonho. É importante para elas e também para mim, porque crescemos juntas", conta.
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