O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com os três meses anteriores, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, a economia brasileira movimentou R$ 3,3 trilhões entre janeiro e março.
Comparação com os últimos 3 meses
Os três grandes setores da economia registraram crescimento frente ao quarto trimestre de 2025. A Agropecuária teve alta de 2,0%, a Indústria cresceu 1,0% e os Serviços avançaram 0,5%.
Na Agropecuária, o resultado foi influenciado pelo desempenho de produtos com safra relevante no primeiro trimestre e ganho de produtividade. Entre os destaques apontados pelo IBGE estão soja, milho, arroz e fumo.
Na Indústria, houve crescimento nas indústrias extrativas, na construção e nas atividades de eletricidade, gás, água, esgoto e gestão de resíduos. A indústria de transformação apresentou estabilidade na comparação trimestral.
Entre os Serviços, tiveram crescimento as atividades de informação e comunicação, atividades imobiliárias, outras atividades de serviços, administração pública e comércio. Transporte, armazenagem e correio ficaram estáveis no período.
Pelo lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,0% em relação ao trimestre anterior. Segundo o IBGE, o resultado foi influenciado pelo mercado de trabalho, programas de transferência de renda e crescimento do crédito.
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede os investimentos na economia, avançou 3,5% no primeiro trimestre. O consumo do governo teve alta de 0,4%.
As exportações de bens e serviços recuaram na comparação com o quarto trimestre de 2025. Já as importações cresceram, impulsionadas pelo aumento das compras externas de máquinas, equipamentos, produtos químicos e serviços.
O resultado do primeiro trimestre representa aceleração em relação ao desempenho do fim de 2025. No quarto trimestre do ano passado, o PIB havia registrado alta de 0,3% frente aos três meses anteriores.
O IBGE informou ainda que o Valor Adicionado a preços básicos cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 frente ao trimestre imediatamente anterior. Os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios avançaram 1,2% no mesmo período.
Comparação com 1º trimestre de 2025
Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, a Agropecuária avançou 2,2%, a Indústria cresceu 2,1% e os Serviços tiveram alta de 1,4%.
Dentro da Indústria, o crescimento foi puxado pelas indústrias extrativas, construção e atividades de eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos. A indústria de transformação registrou queda na comparação anual.
Nos Serviços, os principais avanços ocorreram em informação e comunicação, atividades imobiliárias, comércio e atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados.
No consumo, as famílias ampliaram os gastos em 2,6% frente ao primeiro trimestre de 2025. O consumo do governo cresceu 1,1% no período.
Os investimentos tiveram alta de 8,2% na comparação anual. Segundo o IBGE, o resultado foi influenciado pelo crescimento da produção interna e da importação de bens de capital, além do avanço da construção civil.
As exportações cresceram 3,2% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. O avanço foi puxado principalmente pelos produtos da agropecuária e da indústria extrativa. As importações aumentaram 14,0%, com destaque para máquinas e equipamentos, produtos químicos, serviços e bens industriais.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o Valor Adicionado teve alta de 1,8%, enquanto os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios cresceram 1,9%.
A taxa de investimento da economia brasileira ficou em 17,8% do PIB no primeiro trimestre de 2026, acima dos 16,5% registrados no mesmo período de 2025. Já a taxa de poupança ficou em 16,3%, abaixo dos 17,1% observados um ano antes.
Balanço de 2025
Em 2025, a economia brasileira encerrou o ano com crescimento de 2,3%, segundo o instituto. A Agropecuária avançou 11,7%, os Serviços cresceram 1,8% e a Indústria teve alta de 1,4%.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país e é um dos principais indicadores usados para medir o desempenho da economia brasileira.
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